Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 16/07/2020

A obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a alta taxa de violência policial contra pretos apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do preconceito, quanto do estereotipo erroneamente atribuído a essa parcela da população. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que a recorrente discriminação deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a desigualdade esta presente desde problemas fundiários do período colonial com a aplicação da Lei de Terras que permitia a venda de hectares, entretanto a falta de recursos dos escravos resultou em uma divisão desproporcional que contribuiu para uma segregação e exclusão dos negros.

Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente. Ademais, é imperativo ressaltar o papel da mídia que muitas vezes reforça ideais negativos associados a imagem dos negros tais como a vivência em bairros periféricos violentos e a criminalidade como promotor do problema. De acordo com dados da pesquisa realizada pelo gevac 61% das vítimas de morte por policiais eram de pele escura. Partindo desse pressuposto, as forças policiais os enxergam como potenciais meliantes antes mesmo de cometerem qualquer inflação. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a idealização comportamental dos afetados como um caráter de má índole contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Dessarte, com o intuito de mitigar os casos de agressão policial, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do governo e do ministério da educação, será revertido em investimentos para a melhoria da educação e condições de vida de áreas desprivilegiadas com o intuito de amenizar a discrepância de oportunidades ocasionada má gestão de governos anteriores e falta de medidas para inclusão através de uma maior taxa de negros a ingressar na vida acadêmica que terão mais chances em outros setores como politica podendo representar seus próprios desejos e necessidades. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da violência e discriminação, e a coletividade alcançará a Utopia de More.