Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 17/07/2020

A notícia é a seguinte: Um policial imobiliza uma senhora negra, na faixa dos 50 anos de idade, pisando em seu pescoço. Segundo a vítima, ela ainda teve sua perna quebrada e tudo isso teria acontecido porque, um de seus clientes teria ligado o som alto. O barulho incomodou o vizinho que ligou para PM. A comerciante, ainda cheia de medo e insegurança, relata detalhes dessa agressão no Fantástico. Claramente, nesse relato e em muitos outros observa-se a violência policial contra negros e isso não é exclusivamente uma situação que ocorre no Brasil, mas sim no mundo. Portanto, é inegável que esse panorama provém de negligência do Estado, que se mostra ausente na resolução do quadro. Nesse sentido, eles não apenas solidificam o erro, mas também atrapalha a visibilidade midiática para o problema.

A violência contra a população negra sempre existiu, ela sempre foi marginalizada, mas só de algum tempo para cá que essas notícias começaram a ter uma repercussão maior. Entretanto, a violência não é o único problema, já que em pequenas atitudes como seguir, vigiar uma pessoa negra em determinado comercio por achar que ela é uma suspeita em potencial de assaltar o lugar é um ato repugnante de racismo.

Alguns artistas já se expressaram através da música, como é ter pele escura, um exemplo disso é o Rashid com a composição de “A cena”, lançada em 2015. Nessa música tanto a letra quando as pessoas negras que são retratadas no vídeo clipe manifestam medo, insegurança, pavor quando escutam a sirene do carro da polícia. No trecho “O que fizemos aos senhores Além de nascer com essa cor? E de sorrir lindamente diante de nossa amiga dor? ” Observasse que essa é a realidade e que há sentimento de sofrimento e angustia bem retratados.

Enfim, quem deveria trazer segurança para muitos traz desespero, pavor, sofrimento, perda… E diante disso, O Estado e o Ministério da Justiça e Segurança precisam acabar com a indiferença racial, principalmente entre a polícia e os cidadãos melânicos, e isso se dará promovendo leis mais rigorosas tanto para policias quanto para indivíduos comuns que agirem de maneira excessiva ou desnecessária contra os afrodescendentes. E no meio dessa luta o Ministério da Educação é bem-vindo no combate ao racismo, criando mais alguns programas básico, ensinando que diferenças existem e estão presentes no nosso cotidiano para somar.