Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 18/07/2020

A utilização excessiva da força policial contra negros vem se mostrando como um fenômeno alarmante ao redor do mundo, principalmente no Brasil e nos Estados Unidos, onde os índices de violência policial são elevados. O documentário, lançado em 2018, ‘’Auto de resistência’’, expõe a realidade sobre os homicídios cometidos pela polícia militar contra civis, em grande parte negros, no Rio de Janeiro, mostrando a negligência do estado com esses casos, visto que 98% deles são arquivados, pois são considerados como legítima defesa. Isso evidencia como o racismo estrutural está fortemente enraizado em todas as áreas da sociedade, incluindo na segurança, que age de acordo com uma estrutura social racista, acarretando imbróglios como o crescimento da discriminação racial e um aumento na brutalidade em lugares que são marginalizados pela sociedade.

Segundo levantamentos do site El País, a violência policial ocorre principalmente entre vítimas negras e que moram em regiões de periferia. Tornando explícito o preconceito que os agentes de segurança criam ao entrarem em áreas de comunidade, salientando a injustiça sofrida pelos moradores, que são obrigados a presenciar cenas repugnantes e muitas vezes vive-las. Ademais, muitas dessas agressões acabam sendo letais, como no caso de Guilherme, um adolescente negro de 15 anos que foi morto na zona sul de São Paulo. Essas mortes são, de acordo com o filósofo britânico John Locke, a quebra de um direito inalienável, o direito à vida, que também é garantido pelo artigo 5 da constituição e que não foi cumprido, tornando incontestável que é necessária uma punição draconiana.

Os constantes transtornos que os negros sofrem nas mãos de policiais servem como um agravante da condição desigual entre negros e brancos. Um experimento social postado pelo canal gringo FunCo mostra a reação da polícia no momento em que um homem negro tenta abrir a porta de um carro e no momento em que um homem branco realiza a mesma ação; no caso do branco a polícia passa reto, porém, quando veem o jovem negro eles gritam com ele, colocam-o contra a parede e chamam um grande número de policiais para remediar a situação. Esses resultados mostram como o racismo inconstitucional é um grave malefício presente do mundo e como nós estamos constantemente sendo condicionados a viver em função de uma sociedade racista, que precisa de mudanças imediatas em sua base.

Em suma, o Estado deveria, por meio da criação de leis e por inquéritos, buscar uma punição mais severa para aqueles policiais que cometem atos violentos, como por exemplo agredir fisicamente e sem necessidade alguém, afim de evitar que atos de brutalidade desnecessária voltem a acontecer. Outrossim, as escolas deveriam aderir a aulas sobre equalidade e promover palestras de conscientização sobre o racismo, com o intuito de mudar o problema direto na base.