Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 17/07/2020

Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Desde a escravidão e os tempos remotos, o racismo, ou seja, preconceito racial, esteve incrustado na sociedade e é incentivo para diversas formas de discriminação, sejam verbais ou físicas. Atualmente, isso persiste de diversas maneiras, e vê-se constantemente a brutalidade e violência policial com relação aos negros no Brasil e em todo o mundo, o que leva a sociedade a ser desigual.        As forças policiais agem em função de hierarquias sociais racistas e classicistas, que sempre identificaram os negros como sendo inferiores, reproduzindo uma desigualdade gritante na sociedade. Acontecimentos históricos como o assassinato de George Floyd, norte-americano negro de 46 anos, e o de João Pedro, adolescente negro de 14 anos que vivia no RJ, provam que a discriminação ocorre em todos os lados do planeta.

Portanto, a polícia não trata os cidadãos de maneira igual. De acordo com a professora da Escola de Serviço Social da Universidade de Chicago, Yanilda Maria Gonzáles, as brutalidades policiais em relação aos negros, mesmo em diferentes partes do mundo, se conectam, com grandes semelhanças nas causas, manifestação e dimensão do problema.

Como resultado, a luta contra a discriminação racial aumenta sucessivamente. Milhares de pessoas batalham todos os dias para acabar com essa desigualdade, e artistas usam da sua influência para ajudar a combatê-la, como o cantor Donald Glover, compositor da música “This is America”, que trata de questões raciais, e a série Brooklyn Nine-Nine, que sonda a brutalidade policial em um dos episódios.

No episódio referido, Terry, um policial negro, é parado na rua por um policial branco, que logo o intimida, e mesmo Terry argumentando que trabalhava na polícia, e que estava apenas andando pela rua como um cidadão livre, é preso. Nessa situação, e em várias outras, percebe-se que, mesmo não realizando ações contrárias a lei, os negros são constantemente discriminados pela sua raça e etnia, uma situação que milhares de pessoas passam todos os dias.

Dessa forma, conclui-se que a brutalidade policial está constantemente presente na nossa sociedade, e deve ser combatida, por meio do reconhecimento do movimento negro como detentor de direitos e de um projeto de lei feito pelo Ministério da Saúde, entregue à câmara dos deputados e à ONU, propondo a conscientização da população, e principalmente das forças policiais. Com essa medida, e com a realização de palestras, espera-se uma sociedade mais saudável, com jovens mais conscientes, que buscarão a repressão da violência social no Brasil e no mundo.