Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 17/07/2020

Vidas negras importam

Assim como no livro “o Mulato” de Aluísio de Azevedo, em que retrata a escravidão abolida, a qual ainda marca o corpo social com o preconceito, a sociedade hodierna ainda vivência o mesmo empecilho dentro de outra perspectiva: o alarmante cenário criado de que jovens negros são indivíduos passíveis de cometer violência. Portanto, é preciso a discussão sobre a intolerância policial global e a segregação étnica imposta no Brasil.

Em primeiro lugar, segundo a pesquisa da Faculdade Federal de São Carlos (UFSCar), homens negros, sobretudo jovens, são as principais vítimas da violência policial no estado de São Paulo. Nesse sentido, é possível a criação de um cenário ameaçador, em que a população negra sinta medo de circular diariamente, pois de 180 homicídios por dia, 75% são negros, conforme o Atlas da Violência do Brasil. Contudo, a Constituição Federal afirma que todos são iguais perante a lei, assim também a liberdade é o maior símbolo de qualquer país democrático. Por conseguinte, medidas são necessárias para reverter essa situação.

Em segundo plano, é visível que a desigualdade e vulnerabilidade social causam banalização do preconceito, tal como o caso “George Floyd” , onde um homem foi asfixiado por um policial. Nessa ótica, é nítida a falta de um  maior preparo psicológico na formação de policiais pelo globo. A falta disso cria campo anárquico na decisão de soluções para problemas nos cotidianos sociais por organizações de segurança, as quais deveriam servir e proteger a população.

Para resolução de tal problemática, o Estado deve criar campanhas de estímulo à consciência crítica sobre o complexo quadro da segurança pública brasileira e à desconstrução de estereótipos: aulas de história, geografia, sociologia e redação; campanhas midiáticas do Ministério da Justiça e de ONGs da área. Essa ação irá ampliar o conhecimento da população e da segurança pública sobre seus direitos e deveres, o que reduzirá chances de impunidades ocorrerem e inocentes irem à óbito.

Mais investimento em medidas socioeducativas

Negligência governamental no combate aos problemas de segurança pública