Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/07/2020
Assim como no Brasil outros países ao redor do mundo passaram por um período escravocrata, no qual os negros foram, altamente, agredidos. Dessa forma, tal contexto histórico trouxe uma política de segregação, enraizada até os dias de hoje e uma discriminação, percebida de diversas formas na sociedade atual. Assim sendo, essa realidade pode explicar as estatísticas sobre violência policial, brutalidade que assassina milhares de negros, vítimas do racismo. Isto posto, esses fatores só demonstram a necessidade de mudanças sociais, em principal uma reforma policial, que pudesse impedir que mais mortes e agressões aconteçam.
Sendo assim, a violência policial é culpada por diversos homicídios no mundo, sobretudo quando aborda-se da força policial contra negros. Para exemplificar, segundo o site G1, 78% dos mortos por intervenção policial no Rio de janeiro são representados por pretos e pardos, dessa maneira, das 1.814 pessoas mortas nessas ações no ano passado, 1.423 foram negras. Ademais, essa situação abrange o mundo inteiro, como foi possível identificar a partir do enforcamento do afro-americano, George Floyd, por um policial; fato que gerou muita comoção e atribuiu múltiplos protestos no Brasil e em outros países. Portanto, a violência policial mata milhares de pessoas, principalmente negros, demonstrando a exigência de mudanças nessas intervenções.
Além disso, é possível perceber que as forças policiais trabalham de forma desigual, apresentando uma atuação diferenciada a partir de cor e classe social, indo contra diversos direitos pelos quais deveriam ser garantidos pelos mesmos. Isto é, como reflexo do racismo e da marginalização dos mesmos, os negros são tratados de maneira distinta, assim como nas periferias, onde prevalecem afrodescendentes, permitem que o Estado chegue atirando deliberadamente, situação diferente em bairros de luxo, por exemplo. Dessa forma, essas ações vão contra o próprio princípio da policia, que seria garantir a segurança de todos e questões defendidas pelo filósofo, John Locke, no qual o estado deve zelar pelos direitos do homem, sendo no contexto afetados. Em síntese, as políticas policiais passam a agir a favor de hierarquias raciais e de classes, além de infringir diversos direitos da população como o direito da vida, expondo novamente a necessidade de mudanças.
Em suma, a violência policial é algo muito nítido na sociedade, principalmente para a população negra. Desse modo, é preciso reformas sociais, que promovam a igualdade entre as raças e sobretudo reformas policiais. Ou seja, o Estado deve promover essas mudanças no âmbito policial, a partir de novos treinamentos e políticas, que promovam a proteção de todas as classes e raças, diminuindo as mortes ao redor do mundo e a fim de garantir o direito de todos, já que esta é a obrigação do governo.