Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 18/07/2020
A violência policial contra a população negra, no Brasil e em outros países com histórico de escravização de povos africanos, é um reflexo do racismo estrutural que persiste nessas sociedades. Esse, tem como outro sintoma a desunião de pessoas negras em prol dessa causa.
Em primeiro plano, o racismo que é exercido por policiais está incrustado na nossa sociedade e por isso persiste. Falas como “você está me tratando como negro”, que foi proferida por um médico branco da Flórida ao ser preso em 2018, refletem o que muitas pessoas brancas e que moram em áreas nobres pensam. Esse tipo de pensamento e fala é completamente incompatível com a constituição de países democráticos, que garante igualdade perante a lei e, portanto, às forças do Estado a todos os cidadãos, independente de raça, CEP, ou qualquer outra característica.
Por outro lado, é possível observar a desunião da própria população negra perante essas pautas. Muitas pessoas negras, especialmente as de pele clara, não se enxergam como negras, e tentam se embranquecer, por exemplo alisando os cabelos, se afastando de símbolos da cultura negra e referindo-se a si mesmas como “morenas”, e não “negras” ou “pretas”, mediante essa sociedade que confere tantos prejuízos a pessoas negras. Isso é mais um reflexo do racismo estrutural, e tira força dos movimentos negros que lutam para que a igualdade saia do papel e esteja também na atuação do Estado e no exercício do serviço policial.
Torna-se evidente, portanto, que para as organizações do movimento negro ganharem força suficiente para mudar a atuação policial, elas precisam conscientizar mais pessoas negras a tomar parte nessa causa. Dessa forma, os coletivos e outras organizações negras devem amplificar seu trabalho de informação e empoderamento dessa população produzindo conteúdo por meio das redes sociais, para que essas organizações ganhem a força necessária para pressionar a sociedade como um todo, políticos, e instituições de segurança pública a cumprir a lei e punir aqueles que não a cumprem, exercendo racismo.