Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 19/07/2020

Sob a perspectiva histórica, é possível perceber que o racismo está enraizado no Brasil desde o período colonial, trazendo diversas injustiças para pessoas afrodescendentes, dentre elas o preconceito racial e, atualmente, a brutalidade policial, que causa a morte desses indivíduos. Para contextualizar, racismo é a discriminação contra a etnia de uma pessoa e da sua cor de pele e, que era visto como uma hierarquia racial, onde os brancos eram superiores a população de etnias não europeias, sendo ainda muito presente, causando agressões e violências, principalmente, contra pessoas negras. Logo, fica evidente que é necessária uma mudança drástica no país, uma vez que deve haver justiça racial e o fim de abusos por parte da sociedade e da polícia.

A priori, é importante ressaltar que o assassinato de indivíduos negros não começou recentemente, mas ganhou a atenção da mídia e da população depois do que aconteceu com o norte americano George Floyd. Isso ocorreu quando Floyd aos 46 anos, quando foi asfixiado por um policial que ajoelhou em seu pescoço no dia 25 de maio, porque supostamente George usou uma nota de 20 dólares falsa no supermercado em Minnesota. Por consequência, a morte deste afro-americano foi o estopim para o reaparecimento do movimento “Vidas Negras Importam” que influenciou mobilizações que lutam contra a brutalidade policial. Portanto, evidencia-se que deve haver uma transformação em como as pessoas agem com o próximo, para parar com a violência contra a cor da pele.

Assim como, com a morte de George Floyd, muitos afro descendentes no Brasil, foram mortos durante ataques policiais devido ao preconceito enraizado, que se estende desde o período colonial. Ademais, de acordo com o site de notícias Alma Preta: “75,4% das vítimas pelas polícias brasileira eram negros”, dentre esse número estão Ágatha Félix e João Pedro Mattos, que morreram em razão dessa discriminação. Em adição, isso ocorre visto que durante os séculos XVI e XVII com a colonização do continente americano foi feita a escravidão sistêmica dos povos africanos, realizada durante muito tempo e que demorou para ser abolida. Todavia, com o término desse sistema, houve a marginalização dos escravos libertos criando visões erradas que perduram até hoje e os afetam.

Em síntese, a violência contra pessoas negras deve acabar e a justiça racial tem que prevalecer. A fim de terminar esse abuso, é necessário que haja uma reforma na Polícia Militar, que é controlada pela Secretaria da Segurança Pública, SSP, para garantir que não seja feita qualquer tipo de preconceito contra a população, através de uma avaliação dos policiais e suas ações. Como também, investir na educação, por meio de aulas que ensinem os alunos a respeitar o próximo, independentemente da sua cor de pele, é fundamental para criar pessoas que vão ajudar os indivíduos em vez de discriminá-los.