Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 21/07/2020

De acordo com a Constituição Federal de 1988, no artigo 196, é dever do Estado garantir acesso à saúde, bem como responsável por proporcionar o bem-estar físico de todos os cidadãos brasileiros. Contudo, esse direito está sendo infringido por uma série de eventos que consistem no uso de violência e agressão contra negros em todo o mundo, por parte de membros do próprio governo, os policiais. Esse fato remete à acontecimentos históricos, como a escravidão e a falta de políticas sociais após a abolição da mesma. Tais eventos devem ser combatidos, visto que atrasam o progresso social e levam à falta de tratamento igualitário entre todos os cidadãos.

Segundo relatório da PNUD, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, a proporção de negros que são mortos pela polícia é três vezes a proporção desse grupo na população, exemplificando, no Rio de Janeiro, os afrodescendentes compõem 11,1% dos habitantes, entretanto, correspondem a 32,4% dos mortos pela polícia. As explicações sobre os dados citados advém de acontecimentos históricos, como o modelo escravocrata, de uma sociedade supremacista branca, que colocava os negros à margem da comunidade, vivendo em condições de miséria e sofrendo racismo diariamente. Mesmo com a abolição da escravidão nos países de modo de produção escravista, a maneira irresponsável como os escravos foram libertos, sem políticas sociais de inclusão no mercado de trabalho e na educação, resultaram em uma marginalização que permeia até os dias atuais.

Paralelo a isso, em 25 de maio de 2020, um cidadão americano afrodescendente de 46 anos, George Floyd, foi morto por asfixia, após um policial, pressionando seu joelho no pescoço da vítima durante 9 minutos de forma bruta, assassiná-lo. George morreu em decorrência de um ato covarde e sem justificativas plausíveis. A queixa era de que Floyd teria pago um produto com uma nota de 20 dólares falsa, entretanto, não justifica tratar um cidadão desse modo, principalmente por pessoas que deveriam estar proporcionando a segurança da comunidade.

Portanto, cabe à mídia, na condição de propagadora de informações, realizar campanhas nas diversas redes sociais e programas televisivos, em prol do movimento em oposição a violência policial contra negros em todo o mundo, com o propósito de amplificar a luta contra a maneira agressiva na qual os afrodescendentes são tratados, reivindicando também por justiça, para que os órgãos responsáveis por punir os policiais tomem as devidas providências em relação aos casos. Ademais, é mister que a própria família, no papel social de formação ética, educacional e emocional, eduque os familiares a respeitar e entender que somos iguais, independente da cor da pele. A fim de proporcionar uma sociedade menos violenta e mais justa.