Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 19/07/2020
A obra cinematográfica “O Ódio que Você Semeia”, relata a história de Starr, uma adolescente negra que vive em um dos bairros mais perigosos de seu país. Após uma festa, ela presencia a morte de seu melhor amigo negro por um policial branco, o qual atira após confundir uma escova de cabelo com uma arma. Fora das telas, a violência policial contra negros é uma realidade no Brasil e no mundo, em que o preconceito de cor velado na sociedade de vários países reflete o fracasso das nações em cumprir seu ideal professado por uma democracia racial.
Nesse contexto, a brutalidade e o excessivo uso da força policial contra negros tem se tornado constante nos países do continente americano, sobretudo nos EUA e no Brasil. Os recentes casos do americano George Floyd, asfixiado até a morte por um policial branco nos Estados Unidos e, o ocorrido com João Pedro, um garoto de 14 anos que foi baleado em sua casa no Rio de Janeiro, mostra o quanto o preconceito racial está enraizado em nossa sociedade e o quanto reflete nas ações policias. Ademais, é notória a diferença no abordamento policial entre negros e brancos, devido a hierarquias raciais e classistas, em que ter a pela negra é automaticamente associado a cometer um crime, ser traficante e estar armado.
Contudo, apesar do surgimento de movimentos contra a violência a pessoas negras como reação principalmente à brutalidade policial, o mundo ainda está longe de acabar com o racismo. Ao contrário do que está escrito na Constituição, em que a discriminação racial é crime e deve ser punida, na maioria dos casos de assassinato de negros inocentes por policiais, a justiça não acontece por ser julgado como legítima defesa. Enquanto a atuação da polícia for diferenciada pela cor, classe social e região, ainda haverá um obstáculo para acabar com preconceito, aumentando cada vez mais o racismo e todas as formas de violência contra a população negra.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Faz-se necessário que a ONU crie campanhas contra o racismo sistêmico e ajude o Governo de cada país na intervenção nas delegacias, por meio de uma maior fiscalização dentro da própria polícia, a partir de tecnologias que vigiem o comportamento dos agentes, a fim de diminuir casos de mortes sem motivos aparentes. Além disso, como disse o ex-presidente Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Assim, as entidades comandantes das instituições de ensino de cada nação devem promover palestras nas escolas, com o intuito de conscientizar crianças e jovens sobre a igualdade entre raças, para que cresçam em uma sociedade livre do racismo. Deste modo, o mundo se tornará um lugar livre de discriminação racial e de violência policial contra negros.