Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 28/07/2020

“O Problema não é a polícia, mas o racismo estrutural”

Passados 55 anos desde os protestos causados quando Rosa Parks, uma trabalhadora negra, foi agredida ao se negar a ceder seu lugar em um ônibus urbano no estado Alabama, o povo Norte Americano experimenta um nova onda de protestos, agora, de maiores proporções. O caso George Floyd, americano negro assassinado pela polícia diante das câmeras, trouxe novamente o racismo e a violência contra o negro à discussão, além de mostar ao mundo que o racismo estrutural, uma forma velada preconceito, é a maior causa dessas desigualdades e oprime a população de países como o Brasil, que é majoritarimante negra. Assim, para resguardar o seu cidadão, o Estado precisa intervir e criar estratégias para mitigar os efeitos do racismo estrutural na sociedade.

O racismo estrutural (RE), mecanismo que valida práticas históricas de segregação racial, existe no brasil e muitas vezes passa despercebido aos olhos da sociedade. O menor dos problemas causados é a representatividade da população prasileira, que embora seja majoritariamente negra (56%), conta com apenas 4% de representatividade no Congreço Nacional. Mas o maior reflexo dessa prática, é a violência. Em 2017, dos 65 mil assassinatos no Brasil, quase 76% foram de negros, e a polícia, que deveria garantir a segurança da população, foi responsável 10% dessas mortes.

Sobre essas estatísticas, a Universidade de Chigado tem denunciado que as ações policiais no Brasil e Estados Unidos (EUA) são duas faces do mesmo problema, o RE. Para a instituição, tanto as polícias brasileira quanto americana são violentas e agem de modo racista e classista, estabelecendo distinção entre a as populações negra, espânica e branca. Isso se reflete em casos notórios, como os assassinatos do menino João Pedro, morto pela polícia no complexo do Salgueiro e o do americano George Floyd. Esse raio X, mostra que a violência e os excessos cometidos durante as ações policiais se concentram principalemte sobre a população negra.

Diante do exposto, fica claro que a demanda por justiça social é uma demanda global, e o Brasil deve fazer sua parte nesse combate. O primeiro passo é reconhecer que o RE existe e é forte no país. Para isso, através do Ministério da Educação, o Estado deve inserir e discutir o tema nos currículos escolares, pois a escola é o ambiente de formação do cidadão. Finalmente, por meio do Ministério da Justiça, o Estado deve criar políticas e leis que punam e coibam os excessos policiais, principalmente quando incitados por motivações raciais. Com essas duas medidas, uma educativa e outra punitiva, o governo combate diretamente o racismo estrutural antes que este consiga se instalar e mitiga sua prinicipal consequência, a violência contra os mais atingidos, negros e pardos.