Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 21/07/2020

Segundo Heráclito, filósofo pré-socrático, a mudança é inerente à matéria, ou seja, nada de fato é permanente. Todavia, esse raciocínio diverge da realidade atual, uma vez que o preconceito racial permanece constante na sociedade há séculos. Destarte, a violência policial contra negros no Brasil e no mundo é resultado do racismo estrutural e da negligência governamental. Por tratar-se de um problema social persistente, deve ser combatido imediatamente.

Em primeira análise, é essencial reconhecer que o racismo faz parte da estrutura social. Assim como os europeus tornaram o Brasil uma colônia de exploração, com mão de obra escrava, no século XVI, eles fizeram isso em diversos lugares do mundo. Devido a essa atitude, a escravização de pardos e afrodescendentes fez parte do processo histórico de muitos países, e, mesmo após sua abolição legal, o preconceito racial continuou a ser repassado de forma hereditária, estando presente, também, hodiernamente. Dessa forma, a extrema marginalização que homem negro sofreu e sofre é o principal fator responsável por estimular a conduta agressiva de policiais.

Outrossim, o descaso do governo em punir agentes que tenham agido brutalmente contra negros é evidente. Essa problemática reflete no autoritarismo dos policiais, que violam os direitos humanos do cidadão preto e não recebem absolutamente nenhuma punição por tal crime. Exemplo disso é o documentário da Netflix “Olhos que condenam”, que retrata o abuso e a violência da polícia ao acusar criminalmente cinco jovens negros de estupro, que não se encontravam sequer presentes na cena do crime. Logo, quando o governo deixa “passar em branco” casos como esse, situações semelhantes se repetem cada vez mais.

Fica claro, portanto, a necessidade de união no combate à violência policial contra negros. Diante disso, cabe a Organização das Nações Unidas a criação de um projeto internacional que interfira judicialmente em casos de agressão policial por questões raciais, através de advogados dispostos a auxiliar as vítimas envolvidas. Essa medida pode ser implementada nas redes sociais, a fim de alcançar o máximo de indivíduos possíveis que precisem ajuda. Sendo assim, a sociedade conseguirá acompanhar o pensamento de Heráclito, no qual as mudanças são constantes.