Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 21/07/2020
De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 75,4% das pessoas mortas em intervenções policiais entre 2017 e 2018 eram negras. Tal porcentagem obteve um aumentou de 19,6% desde 2012, e tende a expandir cada vez mais, visto que, o racismo no Brasil tem sido uma problemática desde a era colonial e escravocrata, a qual se estende até os dias atuais.
Em toda a história da sociedade brasileira os negros sempre foram vistos como inferiores e indignos de qualquer direito. O Brasil foi a última nação do Ocidente a abolir a escravidão, com a Lei Áurea, de 1888, e desde então, busca construir uma autoimagem de território de respeito e convívio racial pacífico. Contudo, ainda persiste em discriminar essa maioria populacional e direcionar todo preconceito e violência a esses. Revelando o racismo enraizado e a indispensabilidade de medidas que combatam esse segregacionismo.
Desde a infância crianças negras e pardas são ensinadas a como se portar na rua, a sempre andar com seus documentos, notas fiscais e tudo que possa comprovar sua inocência caso sejam abordadas. Exemplificando, a série Grey’s Anatomy em um de seus episódios retrata essa realidade, encenando a conversa de uma doutora negra com seu filho adolescente - também negro- acerca dos cuidados que esse deve tomar no seu cotidiano, e como reagir quando for inquirido por autoridades. Tais atitudes se mostram muito necessárias no cenário atual, posto que, homens, negros, entre 15 e 19 anos são as principais vítimas de policiais.
Logo, é imprescindível que medidas sejam tomadas para reverter essa situação. O Estado, junto das Forças Policiais do Brasil, deve investir na formação de policiais, buscando melhorar suas abordagens, através de treinamentos especiais que os instiguem a lidar corretamente com os cidadãos, sem abusar de seu poder. Dessa forma, será possível diminuir a violência vivenciada, e consequentemente, melhorar a qualidade de vida daqueles que sofrem dessa marginalização.