Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 22/07/2020

O Brasil, como um país que historicamente passou por processos que o tornaram pluricultural, como a miscigenação de etnias diferentes, por exemplo: europeus com africanos, ao descrever a diversa pluralidade, não se pode deixar de citar o preconceito (etnocentrismo) como principal forma de reprimir um grupo étnico, que assim no passado, hoje os negros são os que mais sofrem com esse tipo de abuso psicológico e físico, até mesmo de autoridades que teriam como papel a segurança dos indivíduos, como os policiais. Por isso, esse tipo de abuso policial deve ser condenado e corrigido para uma abordagem mais pacífica.

A violência policial se torna cada vez mais constante no Brasil e no mundo. Isso ocorre pelo fato de ser uma forma de demonstrar o poderio que o próprio policial “tem”. Porém, esse abuso é muito mais frequente com os negros da sociedade, pois, mesmo com a existência de uma lei que criminaliza o racismo, o Brasil ainda tem em suas “raízes” esse tipo de preconceito, justificado por meio do fator histórico que promoveu o racismo no mundo: escravização africana. Isso fez com que se criasse uma relação entre o negro com o escravo e que a superioridade étnica branca fosse um predomínio na sociedade, logo a subordinação dos negros para os brancos seria algo incontestável. Mesmo com a abolição da escravidão, esse tipo de pensamento é levado em consideração até os dias atuais por uma parte da sociedade.

Nesse prisma, para comprovar que o racismo é principal fator da violência policial em negros, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) realizou uma pesquisa que chegou a seguinte conclusão: “A proporção de pretos, entre as vítimas da violência policial, é três vezes a proporção desse grupo na população como um todo”. Assim, visto que o número de indivíduos negros agredidos por policiais é muito alto, pode-se tentar explicar por meio do racismo velado, ou seja, uma manifestação implícita do preconceito, como é o caso da brutalidade policial nos negros e que normalmente é justificada por estereótipos da marginalização deles, dizendo que todo negro é criminoso e que, portanto, a violência seria necessária contra eles.

Em suma, os negros compõem um grande grupo étnico brasileiro, mas que sofre por muito racismo, expondo-o à violência policial. Visto que o problema se encontra na ‘‘raiz’’ do Brasil, o Ministério Público, esfera do governo responsável pela educação, deve criar campanhas publicitárias e aulas de ética e diversidade cultural nas escolas, para diminuir o racismo no Brasil. Essas medidas devem ser divulgadas por meio da Internet e, para atingir uma maior massa populacional, deve ser feita também em meios públicos, por meio de panfletos com o tema do racismo distribuídos por funcionários públicos.