Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 22/07/2020
“As instituições são racistas porque a sociedade é racista.“A problemática histórica apresentada no livro “Racismo Estrutural” do advogado e filósofo Silvio Almeida é observada nos diversos atos de violência praticados pela polícia em pessoas negras. Nesse sentido, portanto, a discussão entrou em pauta, pois a era digital propiciou a gravação e a difusão de cenas de abuso de poder contra os negros daqueles que estão no papel de garantia de ordem e tranquilidade.
Primeiramente, é notória a discriminação racial nas autoridades públicas não só no Brasil, mas no mundo. De fato, a abordagem policial realizada em pessoas brancas diverge daquela, em análogas circunstâncias, efetuada em negros. Ademais, um caso que repercutiu pelo mundo foi o do americano George Floyd que faleceu após ter o joelho de um policial em seu pescoço por tempo suficiente para sufocá-lo. Sob esse viés, então, torna-se evidente que o sistema policial ainda vive um regime segregacionista.
Outrossim, o racismo presente na polícia brasileira precisa ser discutido, já que, os negros são os que mais perdem a vida no país devido à violência policial. Assim, ainda sob essa perspectiva, de acordo com uma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos, dois em cada três jovens mortos são negros e, em torno de 79% dos agentes envolvidos são brancos. Logo, nessa conjuntura, são imprescindíveis ações que visam a modificação desse quadro.
Por conseguinte, em vista do racismo enraizado na sociedade brasileira e refletido na violência adotada por policiais para com a população negra, urge que o Governo Federal desenvolva projetos direcionados ao antirracismo, sobretudo, para esses profissionais, com cursos e treinamentos que objetivam a desintegração dessa segregação racial estabelecida na instituição. Além disso, é necessária uma punição mais rígida para àqueles que abusam do poder em virtude da cor, para que, dessa forma, se alcance a igualdade de direito.