Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 22/07/2020
O filósofo francês Sartre, defende que cabe ao ser humano escolher seu modo de agir, pois este deveria ser livre e responsável. No entanto, percebe-se a responsabilidade da sociedade no que concerne à questão da violência policial no Brasil e no mundo. Dessa forma, observa-se que a violência contra negros reflete um cenário desafiador, seja em virtude da falta de instrução familiar, seja pela falta de legislação. Logo, salienta-se a necessidade de discutir os aspectos sociais que envolvem essa questão.
Em primeiro plano, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, a falta de instrução familiar rompe essa harmonia, haja vista que diariamente são feitos atos racistas em meio a sociedade.
Outrossim, destaca-se a falta de legislação como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a insuficiência de leis é um fator contribuinte para que a violência policial contra negros continue existindo Brasil a fora.
Portanto, faz-se necessária uma intervenção pontual no problema. Assim, especialistas no assunto, com apoio de ONGs também especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertem sobre as reais condições da questão, comparando o tratamento que a mídia dá com relatos de pessoas que de fato vivenciaram tal problema. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e ganhar mais visibilidade, a fim de conscientizar a população sobre as consequências do tratamento que determinados canais de comunicação dão ao assunto. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Sartre pudesse se orgulhar.