Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 22/07/2020
Desde os princípios históricos a submissão negra foi estabelecida, seja ela pela teoria Darwinista que acreditava na supremacia branca, seja ela pela escravidão brasileira, que demorou muitos anos para ser criminalizada em 1888 e ainda, sem qualquer direito aos afrodescendentes. É fato que a dívida histórica e a perseguição da etnia nunca diminuiu, mas se tornou estrutural, sendo um preconceito velado que ainda trasmite um genocídio em massa vindo das autoridades. É necessária a desmilitarização dos centros periféricos, visando o lado cultural e social, não a violência.
O preconceito com os grupos étnicos nunca foi uma novidade, tendo sua maior concentração nos países africanos, como o genocídio de Ruanda em 1995. Contudo, no ano de 2020 com a morte do jovem negro estadunidense, George Floyd, o movimento antirracista se voltou na margianlização da etnia e o genocídio em massa da população negra.
Só no ano de 2019, seis crianças negras foram mortas por policiais que faziam a ronda nas favelas do Rio de Janeiro, alegando a dispersão dos policiais e cometendo erros nos assassinatos. Todavia, essa repetição de cometer erros em mortes de pessoas negras nas favelas se estabeleceu em 2020, tendo pelo menos mais 8 crianças negras mortas na favela do estado carioca, de acordo com o jornal “G1”. Entende-se a perseguição negra por culpa do racismo estrutural, tal qual faz as autoridades acreditarem a sua supremacia aos negros e pobres, como a história de Marielle Franco: lésbica, negra, pobre e da favela, foi eleita deputada e foi morta, ainda sem notícias da investigação do assassinato. A proporção de número de mortes de afrodescentes no Brasil é de 75% da população inteira, segundo o jornal “Estadão”.
Assim, o Estado juntamente com o Supremo Tribunal Federal deve reavaliar a constituição e os julgamentos de policiais, deixando mais estritas as regras da militarização nas favelas e áreas interinamente negras, para que não haja mais mortes em favor do racismo e que se houver, devem ser julgadas e culpabilizadas com o seu devido réu.