Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 23/07/2020
A abolição da escravatura no Brasil, declarada judicialmente no dia 13 de maio do ano de 1888, foi um tema que atravessou o debate político no Brasil, durante o século XIX. Esta, após a decorrência de leis fragmentadas aprovadas sobre este assunto, determinou o fim da escravização dos negros. Contudo, desde então, tanto a liberdade quanto os direitos dos negros sempre foram restritos e sem importância para muitos. É lamentável que, violências e agressões contra negros no mundo sejam atos tão constantes e atuais, realizados, em sua maioria, por membros que se consideram superiores como o próprio governo e seus membros, apenas pelo fato da cor da pela e pelo histórico imposto por trás disto.
De acordo com informações do jornal New York Times, no dia 13 de março, a técnica de emergência médica, Breonna Taylor, foi morta com oito tiros após a polícia de Louisville ter invadido a casa em que ela dormia com o namorado. O jornal local Courier Journal conta que os policiais faziam investigação a respeito de tráfico de drogas e usaram um mandado de busca em que eles podiam entrar no imóvel “sem bater na porta” de Taylor, ou se identificar como membros da corporação. A queixa foi de que o namorado da vítima teria atirado nos policiais e eles apenas revidaram. De forma injusta, não foram formalmente acusados, ainda que mataram uma mulher negra de forma bruta, sem nem sequer saber se esta tinha algum envolvimento com o caso. Todavia, não justificaria, de forma alguma, um ato de covardia desse, ainda mais por pessoas que deveriam estar proporcionando a segurança e o bem-estar da comunidade.
Um estudo realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) para o Alma Preta revelou que 75,4% das vítimas de letalidade policial no Brasil são negras, fato que, infelizmente, condiz com a situação sobre o racismo elevado inegável. É nítido que, a repressão policial, além do preconceito dos brancos, afetam diretamente na difícil capacidade de inserção da população negra na sociedade em múltiplas áreas, visto que, são realizadas violências morais e físicas, conturbando a luta do movimento negro e comprometendo o projeto de construção de um país democrático e com oportunidades para todos.
Dessarte, o Ministério da Defesa e a Secretaria de Segurança Pública deve promover palestras e eventos, como fórum de discussões, sobre violência contra negros em todos os Estados, tendo como público alvo a polícia civil e militar, além de utilizar a mídia como meio para propagar informações sobre a importância de cada indivíduo no âmbito social independente de sua cor ou nacionalidade, fazendo com que haja uma conscientização em âmbito nacional.