Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 22/07/2020
Infelizmente, ainda nos dias atuais, é fato que o racismo existe e está cada vez mais explícito e impregnado na sociedade contemporânea, e esse preconceito também se faz presente na instituição que deveria defender seus cidadãos, a polícia.
Deste modo, pode-se dizer que faz muito tempo que pessoas negras sofrem opressão racial, e, uma vez que um policial também é um cidadão, este também pode ser alguém com ideais e atitudes racistas, ocasionando diversos casos de assassinatos motivados pela cor da pele, como por exemplo o homem negro estadunidense George Floyd que no dia 25/05/2020 foi sufocado por um policial branco após já estar algemado e visivelmente dominado.
Trazendo isso para a realidade brasileira, ocorrem, com muita frequência, casos de crianças, adolescentes e adultos da periferia que são mortos em ações de policiais que alegam “legítima defesa”, como é o caso do homem negro que teve, no dia 07/04/2019, seu carro atingido por 85 disparos policiais que “confundiram” o veículo de um homem trabalhador e honesto com o de bandidos.
Portanto, chega-se à conclusão de que, o racismo social influencia diretamente nas ações daqueles que receberam poder para proteger indivíduos, mas acabam julgando uma pessoa pela cor de sua pele, rotulando negros automaticamente como “bandidos” ou “suspeitos”, como citado pela intérprete e cantora de ópera Marian Anderson (mulher negra que batalhou por seus direitos): “Ninguém é responsável pela cor da pele. Esse fato da natureza não revela o caráter ou a qualidade da pessoa”.
Dessarte, conclui-se que o racismo por parte da polícia se dá pelo fato de o preconceito racial estar presente na nossa sociedade, pois o policial também é um indivíduo social. Assim, o governo, como o poder legislativo, deve criar leis, através de métodos legais, que obriguem a análise de redes sociais e passado de todos os novos membros da polícia, a fim de que sejam banidos da instituição membros preconceituosos.