Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/07/2020

O Brasil apresenta o maior numero de mortes por policias e policiais mortos em serviço e fora dele. Isso demonstra uma fragilidade não só no sistema de segurança do Brasil mas de todas as esferas, não só a força, que o Estado garante, sendo elas, a saúde, saneamento básico, liberdade e direitos básicos e pessoais invioláveis

Um dos principais filósofos iluministas foi Jean-Jacques Rousseau, presume em seus artigos sobre politica que “o homem nasce bom, a sociedade que o corrompe” gerando a necessidade de um pacto social para segurar a estabilidade e os direitos do homem, o Estado. O Estado para garantir a integridade na sociedade utiliza de leis, validas para todos, e a utilização de força através dos policias e militares para certificar a segurança. Porem se torna muitas vezes contraditório pelo fato dessa força ter cunho de repressão aos direitos de liberdade e humanos, visto que, foi intitulada para assegurar essa causa. Isso se intensifica ainda mais em pessoas e locais que foram marginalizados pela própria sociedade que cria os direito.

No primeiro congresso mundial das raças, realizado em Londres no ano de 1911, surgiu uma pauta onde em 2012 não haveria negros no Brasil, ocorreria um “embranquecimento” dos brasileiros. Uma noticia publicada pelo Uol falando sobre “Violência policial contra negros como política de Estado no Brasil” levantou dados que em 1075 pessoas mortas por policiais no estado do Rio de Janeiro 80% delas eram negras. É perspicaz como o racismo está diluído e velado nos brasileiros, de maneira a virar noticia quando um negro “se da bem” na vida, isso o rebaixa e coloca em uma posição fora da sociedade como se não tivessem capacidade para estar aonde chegou.

É inerente a necessidade de mudança não só dos órgãos reguladores da segurança e direitos humanos, mas uma mudança que comece em cada pessoa de maneira a combater todo tipo de racismo e negligencia através de manifestações e solidarização com o movimento ante racista.