Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 23/07/2020

Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o racismo escancarado, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada á realidade do país, seja pela brutalidade e violência dos policiais contra os negros, seja pela discriminação social de tal classe. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga é possível perceber que, no Brasil, a postura violenta e brutal dos policiais contra os negros, rompe essa harmonia, haja vista que crianças negras são ensinadas pelos pais como se portar a um enquadro de policiais e são instruídos a como se comportar ao sair de casa em ações rotineiras.

Outrossim, destaca-se a discriminação social dos negros como impulsionador do problema. De acordo com Durkhein, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que o olhar discriminatório perante a raça negra influencia atos brutos de policiais contra os negros, criando assim a repressão e a tirada da liberdade de tal classe.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de politicas que visem á construção de um mundo melhor. Destarte, o departamento de direitos humanos e cidadania (DEDIHC) deve fiscalizar e apurar de forma firme qualquer denuncia de violência contra negros e garantir a igualdade perante a sociedade, promovendo a liberdade dos negros na sociedade. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o ministério da educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicologos, que discutam o combate ao racismo, e a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria de caverna de Platão.