Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 24/07/2020
“Eu tenho o sonho de que meus quatro filhos pequenos vivam em uma nação onde eles não vão ser julgados pela cor da sua pele, mas sim pelo caráter deles”, disse Martin Luther King, em 1963. Infelizmente, o sonho de King não foi realizado, pois ainda hoje vê-se uma violência policial exacerbada contra os negros, o que se deve, em suma, a fatores culturais e à impunidade dos policiais.
À priori, é válido salientar que a cultura escravista tem grande influência nesse comportamento. Isso ocorre porque, como a escravidão perdurou por séculos, a ideologia dessa instituição continua no imaginário racista, ainda que ela tenha ,supostamente, acabado. Conforme disse a socióloga Hannah Arendt, quando uma atitude agressiva acontece constantemente, ela acaba sendo considerada normal. Dessa forma, torna-se comum ver negros sofrendo agressões severas, levando à uma regressão ao período colonial.
Ademais, os policiais desfrutam de várias regalias que impede-os de serem devidamente punidos pelos genocídios cometidos. Assim, os mesmos se sentem cada vez mais motivados a continuar cometendo esses crimes. De acordo com o filósofo Aristóteles, o julgamento é a aplicação da justiça. Logo, é necessário que a punição adequada seja imposta para que a justiça seja feita, intimidando outros policiais.
Portanto, para combater a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, é imperiosa a ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, controlando os casos e providenciando a devida punição para cada infrator da lei, por intermédio de mudanças nas leis que acobertam os policiais, objetivando diminuir ou tornar nulo tal comportamento. Nessas circunstâncias, o sonho de Luther King poderá ser finalmente realizado e será possível viver em um mundo mais igualitário.