Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 28/07/2020
A constituição federal brasileira de 1988, em seu artigo 5º prevê a igualdade de cor e raça como direito fundamental do indivíduo, entretanto a cada se torna mais evidente a discrepância social entre o negro e o branco. No Brasil, por exemplo, só a polícia do Rio de Janeiro matou 1.075 pessoas nos seis primeiros meses do ano de 2019, sendo que 80% delas eram negros. Neste contexto, a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, trouxe a reflexão sobre o racismo estrutural refletido nas ações policiais.
Em primeira análise, a instituição polícia é marcada por uma política de segregação racial, que se encontra enraizada nos conceitos escravistas que tem sua origem por volta de 1500. O Brasil como um país que tem em seu histórico anos de escravidão, onde o negro era visto e tratado como mercadoria, sofrendo as maiores atrocidades, ainda vive na sombra desse período obscuro da história.
Uma segunda questão, é a necessidade de uma reforma institucional e política na atuação policial, buscando eliminar a ideia de que a abordagem feita a um negro, deve ser diferente de uma abordagem feita ao banco, e todo um complexo de ações carregadas dessas distinções.
Diante de todo esse cenário, a reestruturação da polícia a partir de legislação criada pelo Poder Legislativo Federal, e criação pelo poder público, de políticas de combate ao racismo estrutural. E da colaboração dos comandos da polícia, a fim de efetivar a reestruturação da postura da prática policial no dia a dia, pois só assim, é possível uma diminuição, e posterior eliminação, da violência policial contra a população negra no Brasil e no mundo.