Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 26/07/2020
“Nunca perca a fé na humanidade, pois ela é como um oceano. Só porque existem algumas gotas de água suja nele não quer dizer que ele esteja sujo por completo”, disse Mahatma Gandhi. Associando esse pensamento à realidade, a violência policial contra negros funciona como gotas de sujeiras poluidoras da sociedade brasileira. Fatores, como a falta de incentivo e excesso de preconceito, impedem a limpeza correta do oceano e a confiança na humanidade.
Em análise, o artista Eduard Munch pintou o quadro “O Grito” para demonstrar dificuldades vividas em sua época, como a fome e a injustiça social. No contexto brasileiro, Eduard pincelaria uma arte que mostrasse a desigualdade de tratamento, pelos policiais, envolvendo diferenças de cor epitelial, emergindo a violência do estado de natureza de Hobbes. A falta de incentivo para lidar com situações que envolvam divergências da norma imposta pela sociedade, tanto de adultos, como crianças, geram preconceitos e atos violentos. Por exemplo, um negro e um branco em um caixa eletrônico, policiais passam e pensam que aquele está roubando, enquanto este apenas sacando o dinheiro, pois a diversidade é imposta como ruim e desafiadora, causando medo e discriminação, até mesmo para os defensores da paz, sendo ações involuntárias quando não cuidadas por métodos que mostrem o beneficio do diferente para a construção social. Além disso, a carência de um diálogo entre pais e filhos, dentro de casa, referentes às desigualdades sociais, prejudica a evolução da sociedade rumo à igualdade e o respeito, proliferando as gotas de sujeira causadoras do caos humanitário.
Portanto, medidas são necessárias para evitar discriminações sociais. O Ministério da Educação poderia promover uma palestra para discutir a questão das diferenças de pensamento e de aspectos físicos e sociais existentes no Brasil, com o “slogan” " Diversidade não é ruim", nas escolas parceiras do governo e aberta para toda sociedade, sendo ministradas por psicólogos, por meio de diálogos com o público, de modo que seja incentivado o senso de respeito frente às diversidades circundantes de um coletivo, assim como construir um senso crítico e contestador para situações envolvendo preconceitos raciais, como o caso da violência de policiais contra negros, resultando na plantação de sementes de ideais que germinarão em teorias sociais de reciprocidade. Aliando-se a isso, comprovando na prática, as famílias presentes na palestra, devem promover a discussão com filhos dentro da residência, mostrando a maneira correta de pensar e agir perante situações desse tipo, e para além disso, como distintas culturas e religiões, resultando no combate da desigualdade, pela união da corpo social e do político. Dessa forma, as gotas de sujeira serão insignificantes para poluir o imenso azul do oceano; a fé na humanidade e a conquista de igualdade coletiva tornar-se-ão destinos certos.