Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 29/07/2020

Em sua obra " Cidadãos de papel “, o escritor Gilberto Dimenstein aborda acerca da inefetividade dos direitos constitucionais, sobretudo, no que se refere à desigualdade no tratamento dos cidadãos por cor de pele ou por questão socioeconômica.Dessa maneira, a conjectura dessa análise configura-se no mundo, principalmente no Brasil e nos Estados Unidos da América(EUA), haja vista que os dois exibem os maiores índices de violência policial contra negros.Esta realidade se deve, fundamentalmente, ao contexto histórico e às políticas segregacionistas mantidas, mesmo após o fim da escravidão.

Em primeiro lugar, é preciso compreender a persistência dessa problemática.Em um mundo marcado pela escravidão, é comum que,países como o Brasil e os EUA ainda haja resquícios da escravidão, pois ambos não desenvolveram meios para amparar essa população.Nesse viés, nota-se que, muitas vezes a maioria dessa população vive em medo constante, principalmente, quando há policiais, já que estes agem em função de hierarquias sociais estratistas e racistas.Dessa forma, ao invés da população sentir-se protegida, ela se sente coagida,e esse fato é notório, devido ao dados publicados pelo site da Uol, na qual mais de 400 mil afro-brasileiros foram mortos por policiais entre 2007 e 2017.

Ademais, no transcorrer dos séculos a população negra encontra-se nos lugares de subalternidade espacial e socioeconômica.Diante disso, a gentrificação, a qual expulsa uma parcela da população para a periferia, corrobora para as ações segregacionistas do Estado, já que esse não garante os principais direitos dos afro descentes(segurança, moradia e educação).Dessa forma, de acordo com a professora da Escola de Serviço Social de Chicago, Yanilda Maria Gonzáles, o racismo é estrutural e histórico, e se não houver reformas na polícia, atitudes como o do policial que asfixiou o norte-americano George Floyd, ainda irá ocorrer por muitos anos.

Portanto, cabe ao Ministério Judiciário,em parceria com Instituições Públicas Privadas, fiscalizar as instituições policiais, a fim de reformar as abordagens para que eles hajam de forma igualitária com  todos os indivíduos,sem discriminação, por meio da punição e capacitação dos que não agirem dessa forma, com o intuito de que eliminar as desigualdades historicamente acumulas.Além disso, o Governo Federal deve apoiar o inquérito da ONU(Organização das Nações Unidas), a fim de que os direitos dos negros seja corroborado em todo o mundo, através das investigações em todos os países em que a descriminação e a morte de negros seja exorbitante, pois, só assim que vidas serão salvas e o cidadãos negros não farão mais parte da sociedade do Gilberto Dimenstein.