Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 25/07/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão da violência policial contra negros contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, esse grupo é vítima de discriminação constante. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que tem como causas: o sentimento de superioridade policial e a impunidade.

Em primeiro plano, é preciso atentar para a sensação de superioridade da polícia presente na violência contra negros. Nesse contexto, a Teoria da Eugenia, cunhada no século XIX e utilizada como base do Nazismo, defende o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. De acordo com essa perspectiva, portanto, haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No cenário brasileiro atual, a noção Eugênica de superioridade pode ser percebida na problemática da agressão policial em relação a afrodescendentes, cuja base é uma forte discriminação. Prova disso é que, no Brasil, 75% das vítimas de guardas policiais são negras.

Em segunda análise, a brutalidade da polícia encontra terreno fértil na impunidade. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther King de que “a injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar” cabe perfeitamente. Assim, como as autoridades agressivas não são punidas, nem investigadas, a hostilidade é difundida. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva no que tange a violência policial contra negros.

Torna-se evidente, então, que a brutalidade da polícia racista é uma problemática que necessita de intervenção. É crucial, portanto, que o Ministério da Cultura, em parceria com mídias de grande acesso, promova uma rede de propagandas e campanhas sobre a violência de policiais, a fim de destacar a importância da diversidade e divulgar canais de denúncia para casos de agressão e preconceito policial. Tais propagandas poderiam circular em paradas de ônibus das grandes cidades, assim como em canais de televisão, para atingir grande parte da população e romper com a mentalidade eugênica. Dessa maneira, os reflexos da Eugenia permanecerão nos livros de história, distante da realidade brasileira.