Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 26/07/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos exerce um papel fundamental na convivência coletiva, cujo tem o objetivo de assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, como a liberdade, o bem-estar e melhores condições sociais. Todavia, é notório que são direitos distantes, infelizmente, de uma grande parte da população, já que, o racismo, discriminação e a violência perduram, á anos na sociedade, baseados em diferenças biológicas, ocultando esses, dos seus direitos sociais, além de contribuir automaticamente, para o aumento da violência policial contra esses.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que o racismo vai além do desrespeito, ele consiste no preconceito e na discriminação com base em percepções sociais baseadas em diferenças biológicas. Essas percepções são percebidas em simples eventos como, uma perseguição de desconfiança em lojas, paradas policiais, seguidas de violência desnecessária, dentre outros acontecimentos que esses afirmam presenciar. Conquanto, segundo o Atlas da Violência de 2019, no Brasil, pessoas negras, são mortas com mais frequência que pessoas não negra, os negros representam 75% das vítimas de homicídio. Nesse sentido, é notório o quanto, em pleno século XXI, a desigualdade social entre diferentes grupos étnicos ainda se faz presente.
Por conseguinte, é fato que o Brasil carrega uma história de 300 anos de escravidão. Dentre os países da América, foi o ultimo a abolir a escravidão negra formalmente, em 1888. Entretanto, mesmo em posse de tal acontecimento, é notório ainda, raízes no inconsciente coletivo da sociedade brasileira, em um pensamento que marginaliza as pessoas negras. Contudo, a violência e o desrespeito ao invés de diminuírem estão aumentando, já que, segundo o site “Made for minds”, entre Janeiro a Julho de 2019, só a polícia do Rio de Janeiro matou 1075 pessoas, 80% delas, negras. Conquanto, é nessa linha tênue de uma visão manipulada que se faz presente o mito da caverna de Platão, em sua aplicação contemporânea, cujo as sombras projetadas fundamentam-se na ilusão de que não existe mais rastros de violência ou atos de descriminação contra negros, não percebendo que a exclusão e a indiferença, ainda se faz presente.
Logo, é fundamental que o governo se atente á situações de desigualdade e violência, principalmente vindas de autoridades policiais, promovendo palestras tanto a esses como nas escolas, permitindo maiores discussões,sobre a importância da participação negra para a sociedade brasileira, incentivando a todos a valorizá-los como de fato merecem. Dessa forma, os indivíduos que são alvos dessas violências, terão acesso aos seus direitos como é garantido na Declaração Universal dos Direitos Humanos.