Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 26/07/2020
Na série norte americana ‘Orange is the new black’, na qual é retratada o cotidiano de mulheres em cárcere, é apresentado uma cena em que um policial ao imobilizar uma detenta negra, acaba matando-a sufocada. Similarmente à realidade, casos de violência policial contra negros no brasil e no mundo são comuns, uma vez que há a problemática do racismo intrinsecamente ligada à falta de treinamento policial humanizado, que colabora para a ascendência deste impasse. Assim, é fundamental o debate acerca desses aspectos, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
Em primeira análise, é importante elencar que o trabalho escravo de negros no Brasil foi legalizado durante 388 anos. Destarte, o achismo de superioridade branca foi e é perpetuado até os dias de hoje, e esse racismo enraizado transparece no setor da segurança, já que muitos policiais abordam com mais frequência cidadãos negros e por consequência, há um índice maior de mortalidade neste grupo. Guilherme da silva guedes, de 15 anos, por exemplo, foi um adolescente assassinado por policiais em São Paulo. Logo, é nítido o preconceito exposto em nossa sociedade e que precisa ser eliminado.
Vale ressaltar ainda, o treinamento quase que bélico que os policias recebem, com pouca ética e afastado do lado humanitário, fazendo com que esses agentes, ao abordarem indivíduos afrodescendentes, sejam demasiadamente violentos. Constituindo uma engrenagem,composta de agressão e que fere os direitos humanos. Por este motivo, movimentos como o do ‘Vidas Negras Importam’ são repassados por todo mundo, sendo uma forma de protesto por parte da sociedade e de ampla importância para a visibilidade dos negros em todo mundo que lutam contra estas injustiças não somente policiais, mas de todo âmbito que concerne aos preconceitos da população negra.
Em vista dos fatos elencados, medidas são necessárias para driblar estes obstáculos. Dessa forma, cabe ao Estado em parceria com o Ministério de Educação, elaborar atividades nas escolas, por meio de informações sobre culturas africanas, informando crianças desde cedo sobre esta etnia, com o intuito de que o racismo não seja perpetuado. Além de haver por parte do Ministério da Justiça e Segurança Pública, treinamentos adequados e humanizados aos policiais, e que ainda possam ter acompanhamento psicológico. E, acima de tudo, que haja a conscientização de igualdade, por parte da mídia em todo mundo, por meio de campanhas informativas de sensibilização, para que o fim da violência racista não seja uma utopia, mas sim uma realidade.