Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 26/07/2020

A banalização da vida do negro advém desde a época da escravidão, na qual sua vida era objetificada e se prolonga,na história,pós abolição, através de teorias bioantropológicas. Sob tal ótica, a violência policial contra esses seres humanos sofre influência dos fatores expostos, e portanto se faz necessário que sejam discutidos, para que se encontrem meios de minimizá - la.

Os relatos, na história ,dos castigos desferidos contra os negros, na escravatura, revelam um costume que caracteriza atitudes atuais de racismo, na polícia brasileira e de vários locais do mundo, como os Estados Unidos.Nesse contexto, pesquisa do ISP ( Instituto de Segurança Pública)  apresentou que no primeiro semestre de 2019, 80% dos mortos por policiais no Rio de Janeiro eram negros ou pardos.Dessarte, percebe -se a perpetuação de uma prática que se associou à pessoa pertencente à essa raça.

Ademais, as ideias da bioantropologia disseminadas, no Racismo Científico, do século XIX, resultaram em uma imagem negativa do negro ao vinculá - lo à atos delinquentes. Nesse sentido, exemplos atuais como o caso do segurança George Floyd, nos Estados Unidos, que teve o seu pescoço pisoteado em uma abordagem policial, o que ocasionou a sua morte , refletem que a diferença no tratamento entre brancos e negros está imbuída dessas ideias que foram propagadas ao longo do tempo.

Portanto, urge, que medidas sejam tomadas para que haja a desconstrução da vinculação do negro aos maus tratos e crimes e consequentemente isso se reflita nas ações dos agentes que exercem o poder de polícia.Para isso, O ministério da Segurança Pública em parceria com o Ministério da Educação devem desenvolver projetos, com palestras e oficinas ,nas escolas e corporações da polícia, que discutam a temática de forma a conscientizar os futuros cidadãos que se tornarão policiais e os que já estão atuantes.Assim, a violência policial contra o negro será atenuada.