Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 03/08/2020
Gregório de Matos, poeta luso brasileiro, ficou conhecido como “boca do inferno”, por denunciar, de maneira ácida, os problemas que assolavam no século XVII. Talvez hoje ao se deparar com a violência policial contra negros no Brasil e no mundo, o autor produziria críticas a respeito, uma vez que o entrave precisa ser mitigado no âmbito social. Dessa forma, é válido salientar que essa realidade é fruto da omissão governamental e da eugenia.
Entre os anos de 1866-1869, ocorreu a primeira fase de atuação do grupo ku klux klan, uma organização terrorista que surgiu nos Estados Unidos, o qual perseguia, espancava e assassinava negros libertos que defendiam os direitos civis para os afro-americanos. Nos dias atuais, Brasil e EUA compartilham números desproporcionais de assassinatos de negros pela policia.Quase 5 mil brasileiros negros, a maioria jovens, foram mortos pela polícia em 2018. A população negra do Brasil é quase o triplo da dos EUA e a polícia brasileira matou 18 vezes o número de negros que os policiais americanos mataram.
Não são casos isolados. É uma lógica de uma policia que se arvora no direito de dizer quem vive e quem morre, tal atitude que está acompanhada da omissão governamental. Os dois países têm em comum o passado de escravidão e exploração de mão de obra africana para formar sociedade e economia, institucionalizando uma discriminação racial persistente em diversos segmentos, como a habitação.
Portanto, pode-se inferir que a violência policial contra negros no Brasil e no mundo é um tema relevante e que carece de soluções. Sendo assim, sugere-se que o governo federal, na figura do ministério da cidadania, que tem a missão de contribuir para o exercício da cidadania, colocando em evidência a inclusão social, promova campanhas de conscientização no âmbito escolar. Isso pode ser feito por meio de palestras a respeito do tema, além disso, é necessário uma boa orientação por parte da família, para mostrar a importância de integrar esses indivíduos no sistema.