Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 27/07/2020
Carlos Drummond de Andrade, em seu poema “No meio do caminho”, retrata o percurso de uma pedra presente em sua trajetória. Embora o contexto do poema do contista não tenha sido escrito sob o viés social, percebe-se um alinhamento com a realidade brasileira, no que tange à violência policial contra negros. No sentido de que, esse é um notório problema social que persiste sem solução, à custa da brutalidade dos setores de segurança e da falta de preocupação dos setores governamentais.
É relevante abordar, primeiramente, que a brutalidade dos setores de segurança é uma das razões pela qual o problema persiste. Em consonância a isso, a escritora brasileira, Martha Medeiros, discorre, em uma de suas obras, sobre a falta de debate social, afirmando que o indivíduo silencia aquilo que ele não quer que venha à tona. Desse modo, é notório a relação da afirmação da autora e a questão da violência policial contra negros no Brasil , já que o Estado brasileiro mantém essa questão silenciada, pois seu debate trará a exposição de muitos reveses e a fundamentação de incontáveis consequências, das quais, seus responsáveis, não demonstram capacidade para elucidá-los.
Igualmente, pode-se considerar que a falta de preocupação dos setores governamentais é um dos obstáculos secundários ante a resolução do óbice. De acordo com o site UOl, o governo brasileiro teme que a brutalidade policial seja alvo de investigações pela ONU no Brasil. Partindo desse pressuposto, vale salientar que, para que haja uma mudança na nossa sociedade, é necessário que as autoridades tenham consciência do seu papel na vida das pessoas. Tudo isso retardará a resolução do empecilho, já que o inexistência de inquietação governamental contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar o brutalidade policial e a negligência dos setores públicos, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Segurança pública, será revertido em projetos que visam o papel fundamental da polícia no ambiente populacional, através de palestras e propagandas que serão ministradas por meio online, para que atinjam um público mais amplo. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da violência contra negros, e a coletividade alcançará uma sociedade perfeita. Somente assim, a questão deixará de ser uma pedra no caminho da sociedade.