Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 03/11/2020

Com a Lei Áurea, o Brasil anuncia o fim de anos de escravidão, inserindo os negros como cidadãos. Posto em análise as questões que englobam essa problemática, é evidente que mesmo após décadas da abolição da escravatura, ainda é notório um racismo estrutural no Brasil, tendo em vista que há a marginalização da imagem do negro e, consequentemente, a constante violência sobre eles.

É indubitável que a segregação racial e o preconceito contra os negros acarreta em uma estereotipação deturpada da imagem do cidadão afrodescendente, que é constantemente associado à figura de criminoso. Nesse contexto, é importante ressaltar que os índices de violência contra negros têm números alarmantes, outrossim, essa crueldade contra afrodescendentes é cometida, muitas vezes, em intervenções e abordagens policiais. É válido analisar que de acordo com dados da ONU, mais de 400 mil negros foram mortos sob violência policial, entre o período de 2007 a 2017.

Além disso, é apropriado salientar que segundo Albert Einsten, se os homens não modificarem sua maneira de pensar, não serão capazes de resolverem problemas causados por eles mesmos. Dessa forma, é de suma importância a conscientização da população sobre o racismo enraizado na sociedade e como isso afeta gravemente nos números de violências cometidas contra afrodescendentes. Ademais, é imprescindível que haja a mobilização dos indivíduos contra a forma violenta de abordagens policiais, lutando para a desconstrução da autonomia e do poder instituídos aos policiais no Brasil, tendo em vista a formação de uma sociedade mais segura, principalmente, para negros.

Portanto, é notória a problemática do racismo estrutural e a violência policial contra negros no Brasil. Logo, vê-se necessário que o Ministério da Justiça crie uma lei que zele, exclusivamente, os direitos dos negros e que punam, de maneira eficaz, agressões cometidas contra estes. Além do mais, o Ministério da Justiça deve reduzir a autoridade de policiais e, consequentemente, minimizar o poder estrutural instaurado sob a figura destes, tendo em vista a modificação nas abordagens e não haver ferimento de direitos dos cidadãos. Com isso, objetiva-se a redução do racismo estrutural e a diminuição de casos de agressão policial contra negros.