Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 28/07/2020
O ano de 2020 foi marcado por protestos no mundo todo decorrentes do assassinato de George Floyd, um homem preto desarmado, por policiais. Tal ocorrência, somado a violência contra negros nas favelas do Brasil, evidenciam a forma brutal com que oficiais agem em situações que não apresentam risco. Dessa forma, a porcentagem de pessoas violentadas é maior em comunidades afrodescendentes. Nesse sentido, o passado opressor e os estigmas criados em cima de pessoas pretas estimula tais agressões.
Primeiramente, após a abolição da escravidão a maioria dos cidadãos vitimados ficaram desabrigados e não tiveram oportunidades de emprego e educação. Dessa maneira, foi criada a lei da vadiagem que determinava a prisão daqueles que estivessem nas ruas a noite, aprisionando assim pretos que anteriormente viviam em situação de escravatura. Assim, a falta de leis e direitos criou uma população marginalizada e vítima de preconceitos impregnados na sociedade que reflete no número de jovens e adultos que foram assassinados e sofrem perseguição policial até os dias atuais. Outrossim, o estigma de que negros são bandidos imune as ações de repreensão como uma proteção a sociedade. De acordo com Malcolm X, um dos líderes da luta contra o racismo, a imprensa pode fazer odiar os que são oprimidos e amar os que oprimem. Assim, ocorre de muitas vezes as mortes não serem noticiadas e os responsáveis não serem julgados. Infere-se, portanto, que são necessárias medidas que reforcem a condenação das ações abusivas por policiais.
Dessa forma, o ministério da justiça e segurança pública deve ser responsável por supervisionar casos de brutalidade e reforçar leis contra tais ações, para que ocorra penalizações, diminuindo a porcentagem de casos. Paralelo a isso, a mídia deve contribuir para o rompimento do rascismo estrutural recorrente em favelas, através de pautas em programas e comerciais voltados para o tema. Por fim, a sociedade deve evoluir de forma a quebrar preconceitos e romper com qualquer ação ilegítima a toda uma comunidade.