Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 29/07/2020
Segundo o filósofo Maquiavel, “não há nada mais difícil ou perigoso, do que tomar a frente na introdução de uma mudança”. De fato, constata-se a inércia da sociedade em relação a violência policial contra negros no Brasil e no mundo. Nesse sentido é preciso analisar os entraves que englobam essa problemática, a qual persiste em virtude do preconceito racial e da ausência do Estado na resolução da questão.
Em primeiro lugar, nota-se que a discriminação racial constitui-se como empecilho para a solução do problema. Desde o período do Brasil colônia, os negros sofriam descaso e extrema violência pelos portugueses e eram considerados por eles, inferiores. De forma análoga, tal ato ainda persiste nos dias atuais, visto que os profissionais de segurança, nas operações policiais, vêm tratando as pessoas negras como uma classe inferior, causando danos e agressões mais graves sobre elas. Tal injustiça deve ser banida no país.
Outrossim, a falta de intervenção do Governo dificulta a solução do impasse. Noticiários mostram que em 2019, a polícia do Rio de Janeiro matou 1.075 pessoas, sendo 80% delas negras. A ausência das autoridades competentes contribui para o agravamento de agressões e mortes dos negros pelos policiais, visto que ganham força e autonomia para cometer ainda mais tal ato errôneo. Desse modo, faz-se vital combater o avanço do problema.
Urge, portanto, que essa questão deixe de ser realidade no Brasil. Nesse sentido, o Governo brasileiro, em conjunto com o Ministério da Segurança Pública, deve promover campanhas na sociedade contra a violência policial sobre os negros, por meio da mídia e redes sociais, com a finalidade de solidificar a igualdade social. Sendo assim, teremos um país mais justo e democrático. Dessa forma, o problema deve ser atentado com empatia pelos indivíduos, pois como escreveu Paulo Leminski: “Em mim eu vejo o outro”.