Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 29/07/2020

Não só no Brasil, desde os seus primórdios coloniais, como também no mundo, criou-se na estrutura social os pilares de uma sociedade racista, na qual a figura do negro sempre foi tarjada como inferior. Hoje como reflexo desses eventos, por mais dos diversos avanços conquistados por essa comunidade, pode-se observar vários problemas relacionados a isso, dentre eles a violência policial, que evidencia as consequências de um mundo que fora construído de forma preconceituosa.

Os movimentos que deram início a uma luta contra a um sistema social que colocava o negro como uma espécie de ser que deveria ser tratado como inferior começaram desde cedo no mundo. No Brasil além dos movimentos que tiveram início durante o regime escravocrata em meio aos pontos de resistências a aculturação, perda de identidade e religião, existem também os pontos relacionados a toda a história pós 1888 com a abolição da escravidão. Um dos grandes exemplos de crítica a esse sistema é o escritor Lima Barreto, filho de uma escrava liberta, que teve em sua história grandes sucessos na literatura brasileira, na qual buscava, às vezes, de forma não tão implícita, fazer denúncias sociais como o racismo e pobreza, além de ter uma leve crítica em suas obras ao militarismo. Eventos como esse, marcam todo o processo de luta contra o racismo, denunciando todas as formas que ele se expõe na sociedade, dentre elas por meio da violência policial, um militarismo exacerbado e restrito.

Contudo, mesmo com a influência dos diversos movimentos sociais que trouxeram para a comunidade negra, de modo geral, avanços em relação a garantia de direitos, hoje, ainda é possível observar as falhas de um sociedade que ainda é injusta. Segundo a Gevac (Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos), homens negros, a maioria jovens, são as principais vítimas de violência policial na cidade de São Paulo. No mundo, as agressões contra negros também é levada em questão, um dos exemplos mais atuais fora o movimento em resposta a morte de George Floyd em uma ação policial. Todavia, esse não fora o único momento em que uma reação policial contra negros aconteceu, em 1960, um ato de protesto na África do Sul, na cidade de Sharpeville, contra o regime do Apartheid, cerca de 69 negros foram assassinados por forças armadas do governo.

Posto isso, para que haja um combate a violência policial contra negros, que é um problema que afeta todo o mundo, é dever do Estado, de cada país em questão, consolidar um código justo, por meio da criação de uma lei mais rigorosa que exija por parte dos órgãos de segurança, de modo geral, um controle de relação e conduta de seus profissionais. Que pode ser avaliada e acompanhada por um setor de fiscalização profissional, para que, por meio dessa ação, possa se viabilizar a proposta da lei. Proporcionando assim mais um avanço em relação aos direitos sociais da comunidade negra mundial.