Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 12/08/2020
No ano de 1988, foi abolida a escravidão do país, que visou acabar com o ímpeto e exploração dos negros no Brasil. Todavia, isso só teve um fim teórico, uma vez que, hodiernamente, a violência contra eles ainda é presente, sobretudo em âmbito policial. Isso se dá, seja pelo preconceito racial ainda vigente, seja pela forma como os policiais são treinados a agir.
Em primeiro plano, no período do Imperialismo, em meados do século XIX, as potências que dividiram a África usaram a teoria do Darwinismo Social para justificar a dominação de sua raça, branca, sobre o povo africano. Contudo, não somente nesse período a supremacia racial foi presente na sociedade, momentos como esse deixaram uma herança histórica negativa para as pessoas que sofrem até hoje por serem considerados inferiores devido a sua cor de pele. Diante disso, esteriótipos foram designados a esses indivíduos, que são associados a criminosos, devido ao preconceito, e sofrem com as ações policiais impostas e eles.
Outrossim, o filme Tropa de Elite, dirigido por José Padilha, retrata um cenário de violência e corrupção que está imerso na policia do Rio de Janeiro. Apesar de tratar de uma ficção, ele se assemelha a realidade vivenciada no Brasil por parte dos militares. Sobretudo, vale ressaltar que um dos papéis fundamentais deles é a defesa de agentes que violem a ordem estabelecida, o que implica lidar muitas vezes com agentes brutais. Dessa forma, são treinados com uma atenção mais voltada para armamentos bélicos e uso da força, entretanto, acabam aplicando essas ações com pessoas inocentes por indiferença racial, resultado da falta de humanização e consciência de igualdade passada em seus treinamentos.
Em virtude dos fatos apresentados, urge a necessidade de mudança. Assim, cabe à União criar uma lei que reformule o treinamento dos policiais, por meio de acompanhamentos profissionais que os instrua a lidar de maneira empática e humana com todos. Ademais, esta mesma possa punir, com a proibição de atuar na profissão, aqueles que cometerem delitos raciais, para que logo a polícia atue de maneira pacífica com todos.