Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 31/08/2020

Segundo Hannah Arendt, o poder nunca é propriedade de um indivíduo, pertence a um grupo e existe somente enquanto o grupo se conserva unido. A filósofa, afirma que violência e o poder são opostos. Desta forma, sociedades muito violentas não tem poder. A violência é um instrumento e precisa de justificativa para ser empregada, porém, isso não é visto em diversos países, sobretudo o Brasil e os Estados Unidos. Estes compartilham números desproporcionais de horrorizantes casos de assassinatos de negros pela polícia devido à violência e o preconceito racial.

Primeiramente, a brutalidade do uso excessivo da força policial contra negros é habitual nos Estados Unidos e no Brasil. Diante de casos que chocaram ambos os países, pode ser citado o recente ocorrido com o americano George Floyd, que foi asfixiado até a morte por um policial branco e o ocorrido com o jovem João Pedro, na cidade de São Gonçalo, que foi alvejado por um tiro em sua residência. Podemos observar que, diante da população carcerária de ambos países, existe um padrão racial para os prisioneiros, em sua maioria de cor negra.

Além disso, cabe destacar que o contexto histórico de ambos os países influencia nesse tipo de política de segregação. Os dois países têm em comum o passado de escravidão e exploração de mão de obra africana para formar sociedade e economia, institucionalizando uma discriminação racial persistente em diversos segmentos, como a habitação. Nos Estados Unidos, a maioria da população é de cor branca, o que faz os negros serem minoria. No Brasil, ocorre o oposto, a maior parte da população é composta por pessoas de cor negra e parda, colocando assim, os negros em posição de minoria em quesitos sociais e históricos, porém maioria em questão numérica.

Portanto, se a sociedade seguir esse rumo de brutalidade policial contra negros, se tornará uma sociedade desrespeitosa e sem poder sobre ser humano algum. Por isso, é necessário uma luta diária contra o racismo e a violência. Os governos estaduais precisam adotar medidas severas de punição para o abuso policial contra negros. Ademais, as escolas devem aprofundar na aprendizagem para as crianças sobre o respeito às diferenças e proporcionar atividades e palestras de incentivo ao comportamento respeitoso e sem preconceito em relação à diversidade étnico racial.  Dessa forma, com o objetivo de um mundo pacífico e igualitário em suas raças.