Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 31/07/2020

Em 1888, a princesa Isabel, filha de Dom Pedro II, sancionou a Lei Áurea, que abolia a escravidão no Brasil e garantia alforria aos mais de 700 mil negros existentes em território nacional. Entretanto, depois da  libertação, os ex-escravos foram imersos em uma sociedade preconceituosa e segregadora. Hoje, mais de 200 anos após a determinação da princesa, percebe-se na violência policial, predominante contra negros, um exemplo nítido do racismo estrutural ainda instaurado na população.

Primeiramente, é importante ressaltar que a sociedade, devido a uma cultura elitista e discriminatória, não garantiu durante décadas a igualdade de direitos e oportunidades aos negros. Logo, criou-se de maneira progressiva um irreparável distanciamento social, gerando, dessa forma, uma assimetria educacional e financeira entre as classes.

Por conseguinte, houve uma marginalização da cor preta, onde as instituições policiais, baseadas em um estereótipo racista, desenvolvido desde sua formação, ignoram a equidade de raças e agem de maneira desumana e desproporcional de acordo com o indivíduo envolvido. Recentemente, no dia 25 de Maio de 2020, George Floyd, jovem americano, foi sufocado por um policial durante incríveis 9 minutos, até que viesse a óbito. Considera-se esse ato uma clara personificação do racismo estrutural institucional.

Em síntese, nota-se que a violência policial contra os negros é um problema social e cultural. Primeiramente, atacando o problema de forma direta, é necessário garantir, por intermédio de políticas públicas como o sistema de cotas, a igualdade no acesso as faculdades e ao mercado de trabalho, visando, assim, criar um ciclo virtuoso de ascensão de classe e consequente quebra do estigma da marginalização dos pretos. Outrossim, em um âmbito de curto prazo, cabe as instituições de polícia buscar uma maior qualificação psicológica e social dos policiais, tentando, deste modo, identificar antecipadamente cidadãos com tendências violentas e racistas.