Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 16/08/2020

Ação policial brasileira

A violência policial no Brasil não se inicia nos tempos modernos, mesmo antes da ditadura militar nos anos 60, a liderança do país utilizava de força excessiva para aplicar sua dominação, porém, sempre houve grupos específicos que partilhavam com maior frequência dessas investidas ao sofrer maus tratos, tais como as pessoas de diferentes etnias e as de baixos recursos financeiros. Dentre esse contingente, os indivíduos com pele negra se destacam por muitas vezes serem uma junção das duas condições anteriores, o que resulta em uma maior facilidade de pré-julgamento negativo pelo qual o resto da população, além dos policiais, passam à percebê-los, o que no final nem sempre se torna verdade. Esse erro de concepção não é só comum na America do Sul, mas no mundo todo, pois muitos acreditam que conhecendo apenas uma característica de alguém podem conhecê-lo por completo, e essa crença precisa acabar.

Entretanto, por mais que certos povos ao redor do mundo passem dificuldades por causa de suas origens e aparência, eventos recentes envolvendo os Estados Unidos mostram que, com muito esforço a situação é capaz de mudar, sendo que com a morte do americano negro George Floyd, em vários estados começou a disseminar o movimento “Black lives Matter”, o qual em muitos aspectos se assemelha aos protestos realizados por Martin Luther King no início dos anos 70, devido às exigências igualitárias empregadas e ao que primeiramente precisou acontecer para tal realização. Sob essa perspectiva, o Brasil apresenta diversas mortes semelhantes por ano, como a recente morte do menino João Pedro Mattos Pinto , e apesar disso nada parece mudar ou fortalecer a oposição, o que talvez indique que o brasileiro está perdendo a esperança de uma melhora na situação, infelizmente.

Ademais, segundo a professora Yanilda Maria, os assassinatos por intervenção policial representam 10% de todo o país sul americano , o que só reforça a teoria do racismo estrutural do escritor Silvio Almeida, na qual o conjunto de fatores históricos, culturais e financeiros de cada país influencia no tratamento do cidadão, principalmente os de classes mais diferenciadas, o que explica a situação atual das Americas e do mundo.

Portanto para combater o racismo estrutural no Brasil, a população deve batalhar para superar o passado escravocrata por meio de manifestações e ONGs que pedem uma maior igualdade e uma reestruturação governamental, de modo que certos privilégios da época coronelista desapareçam, e também é preciso pedir uma nova conduta policial para diminuir o número de vítimas acidentais ou não, assim o país estará mais próximo da paz.