Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 02/08/2020

O episódio “Personal jesus”  da aclamada série “Grey´s Anatomy” leva os espectadores a reflexão, quando Bailey, uma médica negra, ensina ao seu filho de 13 anos como se portar numa abordagem policial  para que o mesmo não seja  mais uma das vitimas da violência policial contra negros. Lamentavelmente esta problemática, é uma realidade corriqueira nos países do continente americano, como Brasil e Estado Unidos.

Para que se possa entender com mais clareza a segregação racial presente na sociedade contemporânea é necessário a reflexão sobre o contexto histórico de tais nações, que em suas histórias, enfrentaram períodos escravocratas, onde negros, além de escravizados, sofriam diversos tipos de violência física, psicológica e na maioria das vezes  eram animalizados e vistos como malfazejos.

Embora o fim legal da escravidão, não houve políticas de inclusão dos negros no corpo social, fazendo com que, o pensamento retrogrado se perpetuassem até os dias de hoje, cooperando para o surgimento de teorias eugenistas que  colocavam os brancos como superiores. Segundo  uma pesquisa do Gevac (Grupo de Estudos sobre Violência e Administração de Conflitos) da UFSCar (Faculdade Federal de São Carlos) ,aponta que, entre os anos de 2009 e 2011, 939 casos de ações policiais foram analisados. O resultado aponta que 61% das vítimas de morte por policiais eram negras. No âmbito infanto-juvenil, entre 15 e 19 anos, duas a cada três pessoas mortas pela PM são negras.

Portanto, a violência policial contra negros está diretamente ligada a influência histórica do período escravocrata que influenciou na visão deturparda que os negros eram pessoas inferiores e perigosos. Logo, cabe a população  a conscientização, por meio de estudos sociológicos, de que existem leis que pune crimes raciais e a importância da denúncia e punição de tais atos.