Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 04/08/2020
“Orange Is The New Black” é um seriado estadunidense que retrata o cotidiano de detentas num presídio feminino. Em um dos episódios a personagem Poussey, mulher negra, é morta por um policial que a pressiona contra o chão com seu joelho, sufocando-a. Esse evento mostra um fato: o racismo ainda se faz presente nessa profissão e ele mata injustamente, principalmente no Brasil e nos Estados Unidos.
No ano de 2019, na cidade do Rio de Janeiro, Evaldo Rosa e sua família estavam dentro de um carro indo até um chá de bebê e foram atingidos por 80 tiros disparados por militares. Evaldo era negro e foi confundido durante uma operação, o que o levou a óbito no mesmo momento. Isso demonstra, portanto, que muitas vezes essa classe profissional não busca obter mais informações sobre o indivíduo a ser abordado, uma vez que atiram independente da idade e do motivo, como aconteceu em maio de 2020 com o adolescente de 14 anos João Pedro, também negro e inocente.
Um caso parecido com o anteriormente citado ocorreu em março de 2020 nos Estados Unidos. Oficiais da polícia armados invadiram a casa de Breonna Taylor e a mataram a tiros, sem justificativa. Os responsáveis pelo assassinato da jovem seguem sem punição até o presente momento. Tal acontecimento, juntamente ao de George Floyd, gerou uma onda de protestos em todo o país e chamou a atenção do mundo para esse movimento, denominado “Vidas Negras Importam”, que luta contra a violência direcionada as pessoas negras.
Tendo em vista essas questões, é necessário que os poderes executivo, legislativo e judiciário adotem medidas mais rígidas por meio da criação e aplicação de leis que punam os culpados de maneira severa e justa. Para instituí-las honestamente, é importante que tenha a votação e participação da sociedade quanto as medidas cabíveis a tais situações. Dessa forma poderá ser possível diminuir o índice de violência policial contra os negros.