Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 05/08/2020

Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garantem que todo ser humano, sem distinção de qualquer espécie, tenham seus direitos e liberdades garantidas e entre elas estão o direito à segurança. Porém, a violência policial contra negros no Brasil e no mundo viola essa constituição duas vezes, uma por não garantir a segurança, e outra por fazer distinção de cor e raça. Portanto, é imprescindível que haja o combate ao racismo ainda existente no mundo, afim de evitar tais situações e manter as garantias constitucionais dos indivíduos.

Primeiramente, é importante salientar que por mais que a escravidão tenha sido abolida há muitos anos no Brasil e no Mundo, o racismo perdura como um resquício e uma de suas manifestação é a através da violência policial contra o negro. O sociólogo brasileiro Florestan Fernandes defendia a ideia de que o racismo no Brasil era velado e se mantinha nas desigualdades da sociedade. Porém, é notório que essa forma de preconceito não existe só na sociedade brasileira, mas no mundo, já que os negros são tratados de forma desigual, com violência, truculência e sem o mínimo de empatia e solidariedade.

Ademais, também é válido pontuar que a mesma polícia que deveria garantir a segurança e as garantias constitucionais de todos os indivíduos, age de forma impessoal, violenta e  segregacionista ao se tratar de pessoas negras. Isso é evidenciado cada vez mais pelas mídias que noticiam a maneira como a polícia é imparcial perante situações com indivíduos de cores diferentes, como aconteceu com George Floyd nos Estados Unidos, negro americano morto por asfixia e em ação truculenta de um policial e com João Pedro de 14 anos que teve sua casa alvejada em uma ação policial no Rio de Janeiro.

Diante disso, é necessária uma ação eficaz no combate a forma de racismo velado ainda existente no Brasil e nas arbitrariedades cometidas pelos policiais contra a população negra, como aumento das fiscalização e das punições,por parte do Legislativo e do judiciário, podendo levar à exoneração ou até mesmo prisão, já que racismo é crime no Brasil e em outros países, com instalações de inquéritos sobre os comportamentos de policiais flagrados ou delatados por agirem de maneira arbitrária e violenta contra quaisquer indivíduos por causa da sua cor.