Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 05/08/2020

A Revolução Francesa, no século XVIII, foi guiada pelos princípios de liberdade, fraternidade e igualdade. O lema perdurou ao fim da revolução, tornando-se o grito da sociedade ativista em situações opressoras. Porém, tais ideais, apresentam-se deturbados em relação à sociedade negra no Brasil e no mundo, uma vez que a violência policial contra esses cidadãos persiste enraizada. Cabe, entender, portanto, de que maneira o racismo estrutural e o abuso de poder policial agravam esse entrave.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que, em função da relação preconceituosa com negros por parte dos brancos ao longo da história, o racismo perdura atualmente. Como é narrado em um episódio da série “Brooklyn Nine-nine”, um sargento negro da polícia de Nova Iorque é abordado agressivamente por outro policial por estar caminhando à noite em seu condomínio e ser julgado a não possuir o perfil de um morador da região. Assim como na ficção, essa é a realidade dos negros do mundo inteiro que carregam constantemente o medo de ações violentas.

Somado a isso, sob perspectiva de Thomas Hobbes que descreve que “O homem é o lobo do homem”, ou seja, o ser humano é como um animal selvagem, que em certas circunstâncias age de forma demasiada, muitas vezes necessitando de ação militar. No entanto, é preocupante algumas formas de intervenção policial que são extremamente violentas, principalmente quando se trata de negros, que são 75% das vítimas dessa violência no Brasil, segundo a professora Yanilda Maria Gonzales.

Assim, faz-se necessário a atuação das instituições educacionais na promoção de discussões acerca da diversidade racial, por meio do desenvolvimento de atividades lúdicas no ensino primário e palestras em escolas e universidades, a fim de construir novas gerações não racistas e que lutem contra ele. Além disso, é de suma importância que o Ministério Público atue no controle de eventos de violência policial, pela transformação das denúncias em processo judicial, para que assim a população, principalmente a negra, tenha mais voz para noticiar.