Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 13/08/2020

As  condições da população negra no Brasil nunca foram igualitárias comparadas ao restante da população. Desde o período Colonial - século XVI ao século XIX, o negro é tratado como inferior e como aquele que não precisa de direitos. Infelizmente, a discriminação racial é histórica e a violência contra negros está enraizada na cultura brasileira e também mundial, demandando urgentemente por medidas mais severas e mudanças efetivas.

Em primeira análise, é válido mencionar o papel importantíssimo que a polícia exerce na sociedade, tendo como finalidade constitucional de manter a ordem pública e proteger as pessoas. No entanto, segurança não é o sentimento daqueles que sofrem e sentem a violência na pele, tendo em vista que a violência policial contra negros é fortemente presente e inúmeros são os casos registrados. Como o recente caso de Jorge Floyd, assassinado por um policial branco nos Estados Unidos, e que gerou uma grande onda de protestos em todo mundo, inclusive no Brasil, com a seguinte frase; “Vidas negras importam”. Além disso, é válido lembrar que a violência policial no Brasil é uma das mais graves do mundo, no qual utiliza-se de força excessiva e até mesmo abuso de poder, segundo a Anistia Internacional.

É válido mencionar também, a origem de tanta violência e desrespeito para com a população negra, tendo suas raízes nos séculos iniciais de expansão marítima e colonização de diversos países, no século XVI, no qual os europeus utilizaram da hierarquia de raças para escravizar o negro e utilizá-lo como mão de obra. De fato, muitos são os direitos conquistados pela população negra desde então, e esta, se mostra forte e resistente na busca da igualdade racial. Os tempos mudaram e a sociedade como um todo, deveria ter mudado também, o negro não aguenta mais se sentir ameaçado e menosprezado.

Nesse sentido, faz-se urgente medidas e mudanças para que a população negra não se sinta retraída e discriminada. Para isso, é preciso que o Ministério da Justiça e Segurança Pública seja efetivo com as legislações para punir verdadeiramente - julgamento e prisão, aqueles policiais que utilizarem de abuso de poder e de racismo em atuações. Além disso, é preciso que a cultura negra seja fortemente valorizada, principalmente nas escolas, para que assim toda uma nova geração cresça entendendo que não existe nenhuma distinção de cor e raça. Pois como tão bem disse, o músico Bob Marley, “enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, sempre haverá guerra”.