Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 17/08/2020

No período colonial brasileiro, os negros eram utilizados como escravos, devido ,principalmente, à teoria do darwinismo social, o qual aponta os negros como uma ‘‘raça’’ inferior ao homem branco. Tal ocorrência contribui para a discriminação desse grupo na sociedade atual, não apenas no Brasil, mas em grande parte do mundo. Dessa maneira, faz-se necessário medidas para mitigar a marginalização social, o preconceito e a violência enfrentada por essa população.

Em primeiro lugar, é importante salientar as diversas formas de violência que os negros sofrem na sociedade. Nesse viés, segundo pesquisa do site G1, todos os negros entrevistados já foram vítimas de discriminação policial, como vigiá-los em mercados por acreditar que apenas por sua etnia faz com que eles sejam um potencial criminoso. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de violência simbólica do sociólogo Pierre Burdie, que classifica não apenas agressões físicas, mas também psicológicas e morais como atos violentos. Assim, é possível perceber a discriminação contra esse grupo na sociedade, ação praticada no Brasil desde o inicio da colonização.

Ademais, essas práticas contra tal minoria estimula sua marginalização  social. Nesse sentido, de acordo com pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 75 por cento dos indivíduos mortos no país por policias são negros, muitos deles inocentes. Tal dado contribui para que esse grupo tenha medo de possíveis ações policias contra eles. Desse modo, conforme o conceito de estigma social do sociólogo Erving Goffman, essas ações contra esse grupo cria um sentimento de inferioridade neles, que os induz à marginalização social.

Portanto, diante de tal contexto, para erradicar o preconceito, a violência e evitar a marginalização dos negros na sociedade, é preciso que o Ministério da Educação, em conjunto da mídia que é uma grande formadora de opinião, desmistifique o darwinismo social e o preconceito enraizado na sociedade. Isso deve ser feito por meio de campanhas, palestras e propagandas de cunho crítico e científico, que visem informar que não há distinção de raças entre os humano, e que a cor da pele não faz do indivíduo um criminoso.