Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 11/08/2020
A música “imagine”, do cantor John Lennon, carrega a utopia de um universo sem demarcações, no qual todos vivem como uma só comunidade, sem discriminações. Todavia, a fantasia de Lennon está cada vez mais longe de se tornar realidade, uma vez que o racismo presente na corporação policial impulsiona a violência contra negros no Brasil e no mundo. Dessa forma, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a hierarquia racial que se instalou na sociedade é um grande impulsionador da problemática. Isso pois, a lógica eurocêntrica que foi imposta séculos atrás procura valorizar tudo que vem do branco e desprezar o que vem do negro, infelizmente esse padrão não seria diferente nas abordagens policiais, uma vez que são assustadoramente mais agressivos quando se trata de afrodescendentes. Prova disso, é o fato que 13% da população americana é negra e mesmo assim representa 25% das vítimas assassinadas pelos policiais. É preciso, portanto, um novo posicionamento das autoridades diante do problema.
Em segundo lugar, é válido ressaltar que a mídia contribui de forma significativa para a associação da pele negra a esteriótipos pejorativos. De acordo com Albert Einstein “é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”. Dessa forma, a permanência de pessoas de pele escura sempre representando papeis de criminosos em filmes, series e novelas contribui para a construção e manutenção desse esteriótipo que faz com que policiais tenha uma atuação diferenciada em suas abordagens devido a cor da pele. Dessa forma faz-se necessário a dissolução dessa conjuntura.
Depreende-se, portanto, a necessidade de de se combater a violência policial. Para tanto cabe ao Poder Público, com auxílio dos prefeitos do municípios, criar um sistema de fiscalização nas delegacias, por meio de projeto de lei entregue à Câmara dos Vereadores, com o fim de supervisionar o comportamento de funcionários e relatar qualquer conduta inadequada. Ademais, o Ministério da educação, por meio da base comum curricular, deve adicionar nas escolas, aulas que aborde temas como a cultura afrodescendente e racismo, com a finalidade de exterminar os esteriótipos pejorativos que a cultura eurocêntrica ajudou a disseminar na sociedade. Dessa maneira estaremos cada vez mais perto de conquistar o mundo que John Lennon descreve em sua música.
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