Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 15/08/2020
Pawel Kuczynski, ilustrador e desenhista polonês, mostra em suas obras um meio social injusto, falido e com valores distorcidos. De maneira análoga às intenções artísticas do polaco, o cenário de violência policial contra negros no Brasil e no Mundo é uma das faces mais perversas de uma sociedade em desenvolvimento. Com isso, surge a relevância de discutir essa problemática, seja pelo racismo enraizado entre os indivíduos ou pela manutenção de um quadro de impunidade a favor dos atores dessas atrocidades.
Em primeira análise, é importante rememorar as palavras de Martin Luther King, grande ativista político do século XX, em um dos mais notórios de seus discursos: Eu tenho um sonho, o sonho de ver meus filhos jugados por sua personalidade, não pela cor de sua pele. De modo, que se ele estivesse vivendo no mundo hodierno, ficaria desapontado ao constatar que o seu desejo ainda não se realizou. Pelo contrário, as recorrentes agressões, brutalidades e desrespeitos da polícia ante a comunidade negra, demonstram que o preconceito racial permanece intrisecamente ligado à mentalidade das pessoas. Isso, devido às falhas na disseminação de conhecimentos que eliminem a discriminação dispensada aos pretos.
Outrossim, o sentimento de impunidade permite a perpetuação desses crimes. Destarte, a população fica imersa em um Estado de Anomia, sendo este, de acordo com Durkheim, a ausência de regras. Desse modo, o cotidiano social é marcado pela desigualdade, o que gera revolta, conflitos e patologias nas relações interpessoais. Posto que, conforme afirma a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dessarte, o governo tem o dever de zelar pelo cumprimento dessa norma.
Infere-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para resolução da problemática. Assim, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com o Congresso Nacional ( CN), reeducar a nação brasileira e outorgar penas mais rígidas para os agentes praticantes de delitos de natureza racial. Por intermédio da criação de campanhas que orientem as pessoas a aceitarem a pluralidade de etnias e raças, além de despertá-las para a irracionalidade dos atos racistas - através da distribuição de folhetos, cartilhas e palestras educativas. Ademais, o CN deve implementar leis mais rígidas, para aumentar a punição de oficiais fomentadores de agressividade relacionadas a preconceitos de raça. Com o fito de asseverar maior segurança aos grupos ameaçados e ascensão da harmonia social.