Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 09/08/2020

No filme “O Ódio que Você Semeia”, os jovens afrodescendentes Starr e Khalil veem-se abordados por um policial branco, que acaba matando Khalil ao confundir uma escova de cabelo com uma arma na mão deste. Ações como essa estão presentes não só na ficção, mas também na realidade de toda a comunidade global. A cultura racista enraizada em muitas sociedades, e a baixa fiscalização das ações policiais, são questões que contribuem para o problema.

Os povos europeus formularam teorias baseadas na suposição de que havia uma hierarquia das raças, a qual defendia que os negros estariam no último patamar. Devido à colonização europeia em grande parte do mundo, essa tese discriminatória foi-se perpetuando pelas colônias. Como resultado, nos dias atuais ainda é possível observar atos violentos contra afrodescendentes. Essa característica cultural tem de ser mudada urgentemente para uma futura igualdade entre todos os seres humanos.

Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, 75,4% das mortes decorrentes de intervenções policiais em 2018 foram de pessoas negras. Esse dado demonstra que policiais brasileiros tendem a julgar indivíduos não pelas ações, mas sim pela cor de pele. Por ser um dado recente, significa que essa questão ainda vem ocorrendo, não havendo interferência superior para fiscalizar o que as autoridades andam fazendo em seu trabalho. Esse mau exemplo tem de ser combatido.

Infere-se, portanto, que a violência policial sobre negros é um problema não só brasileiro, mas mundial. Para combatê-la, cabe às Nações Unidas, em parceria com os governos de cada estado, criar programas e campanhas de debate sobre como o racismo está presente na sociedade, indicando a importância de combatê-lo. Cabe, também, às lideranças federais auxiliarem os comandos policiais para observar e fiscalizar as ações das autoridades diante de afrodescendentes, e punir os que violentaram sem motivo algum. Assim, espera-se que episódios como o da morte de Khalil tornam-se cada vez mais raros de ocorrer.