Violência policial contra negros no Brasil e no mundo

Enviada em 10/08/2020

Não é de hoje que a humanidade é acompanhada de problemas sociais. Em outras palavras, questões históricas como a escravidão, refletem em uma sociedade que o racismo está enraizado no sistema. Desse modo, uma junção do preconceito à um autoritarismo policial, que os da liberdade de ação sem responsabilidade, desencadeia em diversos casos de violência contra negros, facilmente observados no Brasil e no mundo.            Segundo o ISP (Instituto de Segurança Pública), 10,5% de cada 100 mil habitantes foram mortos pela polícia no Rio de Janeiro, em 2019. Ao passo que, dados da pesquisa nacional por amostra de domicílio (PNAD), em 2009, aponta que 60% dos negros vítimas de agressão não procuraram a polícia por medo. Com isso, fica evidente a autonomia policial diante das ações, que sem restrições, permite a presença da violência em abordagens preconceituosas.

Além disso, a série americana “Olhos que condenam” retrata a história real, que aconteceu em 1989, de cinco meninos negros, presos injustamente por um estupro que não cometeram. Conforme o relato, a ação policial foi claramente tendenciosa e racista, já que na busca por um culpado, incriminou inadequadamente os jovens. Entretanto, mesmo que anos após tenha sido provada a inocência deles, nenhum responsável foi penalizado, o que corrobora o sistema errôneo e ainda presente na atualidade.

Embora seja um problema grave e polêmico, não é novidade, e a conscientização individual sempre será uma peça importante no quebra cabeça da igualdade. Adicionalmente, é essencial que o Ministério do Desenvolvimento Social crie uma lei para punir tratamentos policiais racistas, em que haja desde suspensão à proibição do exercício da profissão, variando o grau da acusação. Para que assim, finalmente se configure respeito e bem estar social.