Violência policial contra negros no Brasil e no mundo
Enviada em 09/08/2020
“Ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade perante a lei: é ter direitos civis”. Quando analisamos a definição dada pelo Departamento de Direitos Humanos e Cidadania, podemos, simultaneamente, fazer um questionamento das mazelas que ainda são encontradas quando o assunto é violência policial contra negros, visto que, dentro dos parâmetros sociais, essa raça também é dotada de cidadania. Porém, quando observamos o assunto na prática, encontramos ainda muitos pré-julgamentos e abusos por parte de autoridades em relação a esses indivíduos, e isso, de fato, tem prejudicado o viver em sociedade.
Sabemos que, desde a escravidão, possuir mais melanina no corpo era um motivo para se tornar um prisioneiro escravo e sofrer nas mãos de grandes latifundiários. Além disso, a alforria, “libertação”, era dificilmente conquistada por eles. Atualmente, quando estudamos as causas dessas violências, podemos notar que se trata de um preconceito histórico que ultrapassou barreiras e, sobremaneira, ainda traz trágicas consequências, sendo uma delas a morte de George Floyd, afro-americano que foi estrangulado e morto por um policial branco após supostamente usar uma nota falsificada.
No Brasil, após uma análise feita pela de Rede de Observatórios de Segurança, foi constatado que os negros equivalem a um total de 75% das vítimas no país. Indo por este lado, é notável presença de afronto policial em relação a essa parcela de indivíduos. Certa vez, disse Mahatma Gandhi: " O futuro dependerá daquilo que fazemos no presente". Sendo assim, é necessário buscar um solução para que tais eventos não venham se repetir.
Ocorre que só é possível a resolução desses impasses, se a população primeiramente se conscientizar que tratar alguém com indiferença pela cor da pele é algo desumano, e isso é o primeiro estopim na geração de conflitos. Sabendo disso, o Ministério da Educação e o Ministério da Justiça e Segurança Pública podem, em parceria com escolas e famílias, levar a conscientização do assunto por meio de palestras. Ademais, as forças policiais devem ser ensinadas em como fazer uma abordagem correta e imparcial, visando futuramente não retirar a cidadania de um indivíduo por conta de sua cor ou raça.